Durante participação no Mineração em Debate 2026, promovido pela Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil), em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (19), o candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) apresentou propostas para ampliar a agregação de valor à produção mineral no Estado. Entre as medidas defendidas está a criação de uma Política Estadual de Minerais Críticos e Terras Raras.
Segundo Azevedo, a proposta busca estimular o desenvolvimento de cadeias produtivas ligadas aos recursos minerais existentes em Minas, ampliando a presença de atividades industriais, tecnológicas e de formação profissional nas regiões produtoras.
“Minas Gerais não pode se contentar em retirar a riqueza do chão e mandar essa riqueza para fora. O desafio é agregar valor aqui, desenvolver tecnologia, formar profissionais e criar novas atividades econômicas nas regiões onde esses minerais estão. Precisamos transformar potencial mineral em desenvolvimento duradouro”, assinalou.
O candidato também defendeu que o Estado avance nas etapas de beneficiamento e transformação dos minerais produzidos em território mineiro. Entre os exemplos citados estão o desenvolvimento de cadeias capazes de transformar terras raras em ímãs e o lítio em baterias.
“Não basta sermos donos da matéria-prima. Minas Gerais precisa transformar o mineral aqui para que uma parcela maior da riqueza permaneça no Estado, assim como as tecnologias devem permanecer aqui”, pontuou Azevedo.
Na avaliação do candidato do MDB, a crescente demanda mundial por minerais considerados estratégicos representa uma oportunidade para Minas Gerais ampliar a participação da indústria mineral na geração de tecnologia e empregos qualificados.
Azevedo afirmou que o Estado precisa definir estratégias para aproveitar a disponibilidade desses recursos não apenas por meio da extração e exportação de matérias-primas, mas também pelo fortalecimento da pesquisa, da inovação e da indústria associada à transformação mineral.


