As exportações do agronegócio de Minas Gerais movimentaram US$ 8,96 bilhões no primeiro semestre de 2026, com o embarque de 8,4 milhões de toneladas de produtos. Apesar da retração de 9,6% no faturamento e de 3% no volume exportado em relação ao mesmo período do ano passado, o estado segue como o terceiro maior exportador do agronegócio brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.
O café, principal produto da pauta exportadora mineira, respondeu por 50,1% da receita do setor, mas registrou queda de 18,3% no faturamento e de 21,6% no volume embarcado, reflexo da menor disponibilidade do produto após safras impactadas pelas condições climáticas e pelos altos volumes comercializados em ciclos anteriores.
Por outro lado, o complexo soja ajudou a compensar parte das perdas, com crescimento de 10,2% na receita e de 2,5% no volume exportado, impulsionado pela demanda internacional, especialmente da China.
Outro destaque foi o desempenho das carnes, que apresentaram crescimento de 13,4% na receita e de 3,7% no volume exportado. A carne bovina liderou o segmento, beneficiada pela valorização do produto no mercado internacional, enquanto as carnes de frango e suína também registraram avanços nas vendas externas.
Já os setores sucroalcooleiro e de produtos florestais encerraram o semestre em queda, influenciados principalmente pela redução dos preços médios de exportação.
Ao longo do período, Minas Gerais exportou produtos do agronegócio para 166 países, sendo China, Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão os principais destinos das vendas externas.


