Uma ação coordenada da Polícia Federal, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, foi deflagrada nesta segunda-feira (16) para combater a exploração irregular de quartzo no Norte de Minas Gerais. Batizada de Operação Nascentes Livres, a iniciativa ocorre no município de Vargem Grande do Rio Pardo.
Durante a operação, agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão e executaram medidas judiciais de bloqueio e sequestro de bens. A decisão da Justiça fixou o limite de R$ 6,4 milhões, valor que poderá ser utilizado para reparar prejuízos ambientais e patrimoniais decorrentes da atividade investigada.
Investigação aponta exploração irregular de quartzo por cerca de 20 anos
De acordo com as apurações da Polícia Federal, o principal suspeito estaria envolvido na extração ilegal de quartzo na região há aproximadamente duas décadas.
As investigações indicam que a atividade teria sido realizada sem autorização ambiental e fora das normas legais para exploração mineral, configurando possíveis crimes ambientais e patrimoniais.
Área afetada fica próxima a unidade de conservação
Segundo os investigadores, a exploração ocorreu em áreas localizadas na zona de amortecimento da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes Geraizeiras, unidade criada para proteger recursos hídricos, fauna, flora e comunidades tradicionais do Norte de Minas.
A retirada irregular do minério e a supressão de vegetação nativa provocaram impactos significativos na região. A estimativa é de que cerca de 90 hectares tenham sido degradados, afetando o solo e os ecossistemas locais.
Histórico de infrações ambientais soma multas milionárias
As autoridades também identificaram um longo histórico de autuações ambientais relacionadas ao investigado.
Conforme a Polícia Federal, o suspeito já teria recebido 23 autuações administrativas ao longo dos anos, acumulando aproximadamente R$ 3,9 milhões em multas ambientais.
A Operação Nascentes Livres busca reunir novas provas e interromper definitivamente o esquema investigado, além de viabilizar a recuperação das áreas impactadas pela exploração ilegal.


