sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Justiça determina medidas após R$ 9,1 bilhões em ouro de origem irregular circularem no Pará

A Justiça Federal determinou novas medidas para ampliar a rastreabilidade do ouro em Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso após investigação apontar circulação de R$ 9,1 bilhões em minério de origem irregular

Por Raquel Luciano30 de julho de 2026 · 08:04Leitura de 2 min
A Justiça Federal determinou novas medidas para ampliar a rastreabilidade do ouro em Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso após investigação apontar circulação de R$ 9,1 bilhões em minério de origem irregular
Imagem: C&M – A Justiça Federal determinou novas medidas para ampliar a rastreabilidade do ouro em Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso após investigação apontar circulação de R$ 9,1 bilhões em minério de origem irregular

A Justiça Federal determinou a adoção de uma série de medidas para reforçar o controle sobre a produção e a comercialização de ouro em três importantes municípios mineradores do sudoeste do Pará: Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso. A decisão busca ampliar a fiscalização da cadeia mineral e reduzir a entrada de minério de origem ilegal no mercado.

A sentença foi proferida pelo juiz federal Felipe Gontijo Lopes em resposta parcial a uma ação apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), que apontou fragilidades no sistema de controle da atividade. Segundo o órgão, essas falhas favorecem o chamado “esquentamento” do ouro, prática em que minério extraído ilegalmente passa a ser comercializado como se tivesse origem regular por meio de documentação fraudulenta.

Rastreabilidade do ouro terá reforço na fiscalização

Entre as determinações judiciais, a União, a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Banco Central deverão implementar medidas para tornar mais eficiente o acompanhamento da origem do minério.

As providências incluem a implantação da Nota Fiscal Eletrônica do Ouro Ativo Financeiro, a integração dos sistemas de fiscalização da ANM, o fortalecimento do controle exercido pelo Banco Central sobre empresas compradoras de ouro e a entrega de relatórios semestrais à Justiça para acompanhar o cumprimento das ações.

MPF aponta circulação de R$ 9,1 bilhões em ouro irregular

Na ação, o Ministério Público Federal informou que aproximadamente R$ 9,1 bilhões em ouro de origem considerada irregular teriam circulado na região, reforçando a necessidade de ampliar os mecanismos de fiscalização e transparência.

Apesar de reconhecer a gravidade do cenário, a Justiça rejeitou o pedido para suspender todas as atividades de garimpo em Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso. O entendimento foi de que uma medida dessa natureza poderia atingir também empreendimentos que atuam de forma regular.

Com a decisão, o objetivo é aumentar a transparência da cadeia mineral, fortalecer a fiscalização e dificultar a comercialização de ouro extraído ilegalmente na Amazônia.