A ofensiva do governo federal contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, localizada em Mato Grosso, segue avançando e já apresenta resultados expressivos. Após mais de 90 dias de atuação contínua, as forças de segurança e fiscalização intensificaram as ações para impedir que grupos criminosos retomem a exploração clandestina de ouro dentro da área protegida.
Segundo o balanço mais recente, a operação já causou perdas superiores a R$ 100 milhões às organizações envolvidas na atividade ilegal. Entre as medidas adotadas está a eliminação de estruturas utilizadas para dar suporte às operações criminosas, reduzindo significativamente a capacidade de atuação dos invasores.
Garimpo ilegal tem estruturas subterrâneas destruídas
As equipes responsáveis pela operação localizaram e inutilizaram 35 bunkers empregados para esconder máquinas, equipamentos e outros materiais utilizados na extração clandestina do minério. Além disso, foram identificados 33 túneis escavados sob o solo, projetados para facilitar a retirada de ouro e dificultar a fiscalização.
Essas galerias subterrâneas vêm sendo demolidas pela Polícia Federal, encerrando rotas utilizadas pelos garimpeiros para manter a atividade de forma oculta. A estratégia também busca eliminar qualquer infraestrutura que permita o retorno das organizações criminosas à região.
Forças de segurança mantêm ofensiva permanente
A operação reúne diferentes órgãos federais em uma atuação integrada para proteger o território indígena e combater os crimes ambientais. Participam da força-tarefa agentes da Força Nacional de Segurança Pública, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Além da destruição das estruturas clandestinas, o trabalho é baseado em ações de inteligência e monitoramento contínuo, com o objetivo de impedir novas invasões e preservar a Terra Indígena Sararé contra a exploração ilegal de ouro.


