Garimpo ilegal é alvo de operação e equipamentos são destruídos na Terra Indígena Baú no Pará

Publicado em

Uma força-tarefa coordenada pela Polícia Federal realizou uma nova ofensiva contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Baú, no sudoeste do Pará. A operação teve como foco desarticular a estrutura utilizada para a extração clandestina de minérios em uma área protegida situada entre o município de Novo Progresso e o distrito de Castelo dos Sonhos, em Altamira.

Ao longo da semana, equipes percorreram diferentes pontos do território e localizaram máquinas e instalações que davam suporte às atividades ilegais. A ação contou com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Força Nacional e de órgãos parceiros que atuam na proteção da Amazônia.

Garimpo ilegal mantinha estrutura dentro da Terra Indígena

Durante a fiscalização, os agentes inutilizaram diversos equipamentos empregados na exploração irregular. Entre os materiais destruídos estavam pás-carregadeiras, motores utilizados em balsas, geradores, acampamentos improvisados e estruturas destinadas ao armazenamento de combustível. Também foram apreendidas motosserras encontradas no local.

De acordo com a Polícia Federal, a operação teve como objetivo interromper a continuidade da atividade criminosa, que, segundo as investigações, permanecia em funcionamento mesmo após ações de fiscalização realizadas anteriormente.

Território do povo Kayapó sofre com invasões frequentes

A Terra Indígena Baú é ocupada pelo povo Kayapó e, nos últimos anos, tem sido alvo constante da ação de invasores interessados na exploração mineral. As autoridades destacam que o garimpo clandestino provoca danos significativos ao meio ambiente, como a degradação de áreas de floresta e impactos sobre cursos d’água, além de representar riscos para as comunidades indígenas que vivem na região.

A expectativa é que as ações de combate continuem com o objetivo de reduzir a presença de garimpeiros ilegais e fortalecer a proteção do território indígena.

Matérias Relacionadas

Empresa australiana aposta R$ 3 milhões em antiga mina de tungstênio da Segunda Guerra no Rio Grande do Norte

Gold Mountain avalia investir R$ 3 milhões na antiga mina Malhada do Angico, no RN, e inicia pesquisas para identificar o potencial do tungstênio

Frete dispara, CSN e Usiminas recuam e Vale segue protegida

Disparada do transporte para a China já fez mineradoras de Minas cortarem produção, enquanto a Vale segue protegida por contratos antigos e a Gerdau aposta no minério que fica no país

BR-381 pode receber 285 mil veículos no feriado de 12 de outubro

BR-381/MG deve receber 285 mil veículos entre 9 e 12 de outubro, com movimento 18,4% maior e operação especial da concessionária

VLI vence o Prêmio Diversidade em Prática 2026

VLI vence o Prêmio Diversidade em Prática 2026 na categoria Cultura Inclusiva com método de combate ao assédio baseado em Ver, Agir e Reportar

últimas Matérias

Mina brasileira de terras raras pode ser 3 vezes maior que a maior da China, afirma CEO

Ore Minerals relata interesse de investidores chineses em projetos brasileiros e destaca o potencial da mina de Rio Negro no mercado de terras-raras

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano