Garimpo ilegal é alvo de operação e equipamentos são destruídos na Terra Indígena Baú no Pará

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Uma força-tarefa coordenada pela Polícia Federal realizou uma nova ofensiva contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Baú, no sudoeste do Pará. A operação teve como foco desarticular a estrutura utilizada para a extração clandestina de minérios em uma área protegida situada entre o município de Novo Progresso e o distrito de Castelo dos Sonhos, em Altamira.

Ao longo da semana, equipes percorreram diferentes pontos do território e localizaram máquinas e instalações que davam suporte às atividades ilegais. A ação contou com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Força Nacional e de órgãos parceiros que atuam na proteção da Amazônia.

Garimpo ilegal mantinha estrutura dentro da Terra Indígena

Durante a fiscalização, os agentes inutilizaram diversos equipamentos empregados na exploração irregular. Entre os materiais destruídos estavam pás-carregadeiras, motores utilizados em balsas, geradores, acampamentos improvisados e estruturas destinadas ao armazenamento de combustível. Também foram apreendidas motosserras encontradas no local.

De acordo com a Polícia Federal, a operação teve como objetivo interromper a continuidade da atividade criminosa, que, segundo as investigações, permanecia em funcionamento mesmo após ações de fiscalização realizadas anteriormente.

Território do povo Kayapó sofre com invasões frequentes

A Terra Indígena Baú é ocupada pelo povo Kayapó e, nos últimos anos, tem sido alvo constante da ação de invasores interessados na exploração mineral. As autoridades destacam que o garimpo clandestino provoca danos significativos ao meio ambiente, como a degradação de áreas de floresta e impactos sobre cursos d’água, além de representar riscos para as comunidades indígenas que vivem na região.

A expectativa é que as ações de combate continuem com o objetivo de reduzir a presença de garimpeiros ilegais e fortalecer a proteção do território indígena.

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