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Garimpo ilegal extrai 71 quilos de ouro e deixa prejuízo de R$ 1,56 bilhão em floresta no Amazonas

Garimpo ilegal na Floresta Nacional do Urupadi extraiu 71,1 quilos de ouro e causou prejuízos ambientais estimados em R$ 1,56 bilhão, segundo o MPF

Por Raquel Luciano31 de julho de 2026 · 13:42Leitura de 2 min
Garimpo ilegal na Floresta Nacional do Urupadi extraiu 71,1 quilos de ouro e causou prejuízos ambientais estimados em R$ 1,56 bilhão, segundo o MPF.
Imagem: Divulgação – Garimpo ilegal na Floresta Nacional do Urupadi extraiu 71,1 quilos de ouro e causou prejuízos ambientais estimados em R$ 1,56 bilhão, segundo o MPF.

Uma operação de garimpo ilegal investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) é apontada como responsável por causar graves impactos ambientais na Floresta Nacional do Urupadi, em Maués, no Amazonas. Segundo o órgão, a atividade clandestina funcionou por quase três anos, resultou na extração de 71,1 quilos de ouro — avaliados em aproximadamente R$ 56 milhões — e provocou danos ambientais estimados em mais de R$ 1,56 bilhão.

A ação civil pública apresentada pelo MPF busca responsabilizar 13 pessoas suspeitas de integrar a estrutura que explorava ilegalmente a área conhecida como Filão do Abacaxis. Além do pedido de reparação financeira, os investigados respondem por crimes relacionados à mineração clandestina, danos ambientais e exploração irregular de bens da União.

Garimpo ilegal no rio Abacaxis utilizava mercúrio e cianeto

De acordo com as investigações, o garimpo operou entre abril de 2023 e agosto de 2025 sem qualquer autorização dos órgãos ambientais ou da Agência Nacional de Mineração (ANM).

Durante a exploração, o ouro era separado com o uso de mercúrio e cianeto, substâncias altamente tóxicas que, segundo o MPF, contaminaram as águas da bacia do rio Abacaxis, um dos principais cursos d’água da região.

Os laudos técnicos também apontam que a atividade provocou o assoreamento de mais de um milhão de metros cúbicos de solo e a supressão de quase quatro hectares de vegetação nativa dentro da unidade de conservação federal.

Estrutura clandestina funcionava 24 horas por dia

As investigações indicam que o garimpo mantinha uma estrutura permanente para sustentar as atividades ilegais. No local, foram identificados barracos, cantina, pista de pouso clandestina e equipes de segurança armada, permitindo o funcionamento da operação durante 24 horas por dia.

Segundo o Ministério Público Federal, os 13 investigados atuavam de forma organizada, dividindo responsabilidades ligadas à administração do garimpo, logística, transporte, comercialização do ouro extraído e ocultação dos recursos obtidos com a atividade ilegal.

O caso segue em tramitação na Justiça, enquanto o MPF busca a responsabilização dos envolvidos e a reparação dos danos causados ao meio ambiente e ao patrimônio público.