A EY lançou nesta terça-feira (11/11) o estudo “Impact Edge: ESG como alavanca de valor na mineração”, destacando o papel estratégico das práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) na geração de valor e competitividade para o setor mineral do Brasil.
Segundo o levantamento, um portfólio coordenado de iniciativas sustentáveis pode aumentar em 20,81% o valor agregado da mineração, o que equivale ao crescimento acumulado dos últimos cinco anos, e ativar R$ 399 bilhões por ano na economia nacional, incluindo efeitos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva.
Impactos sociais e ambientais positivos
Os resultados projetados pela EY evidenciam ganhos expressivos em diferentes dimensões. O estudo estima a criação de mais de 3 milhões de empregos, a preservação de 4,8 trilhões de litros de água e a redução de 19,52 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. Além disso, seriam evitadas 400 milhões de toneladas de resíduos.
No campo da saúde pública, a implementação das medidas poderia representar 93 mil internações a menos por ano no SUS, com economia anual de R$ 47,77 milhões.
Metodologia Impact Edge
As projeções foram construídas a partir da metodologia Impact Edge, desenvolvida pela EY. O modelo conecta cada iniciativa a efeitos financeiros, ambientais e sociais, permitindo mapear alavancas de impacto, simular cenários e priorizar projetos conforme retorno e risco. A ferramenta integra métricas financeiras e não financeiras e pode orientar decisões de investimento, financiamento rotulado e metas auditáveis.
Conexão com o IBRAM e a jornada de descarbonização
O estudo foi apresentado junto ao relatório “Compromissos do Setor Mineral”, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), que consolida metas mensuráveis de sustentabilidade e define uma jornada de descarbonização baseada em evidências setoriais.
O evento ocorreu na EY House, em Belém, com a presença do diretor de Sustentabilidade do IBRAM, Rinaldo Mancin, da gerente de Sustentabilidade, Cláudia Salles, e da coordenadora de Assuntos Associativos e Mudança de Clima, Luisa Rates.
Sete frentes prioritárias de ação
O relatório da EY propõe sete eixos estratégicos para transformar o setor mineral brasileiro:
- Gestão da água – Recirculação e monitoramento avançado.
- Eficiência energética e descarbonização – Eletrificação de frotas, biocombustíveis e energia renovável.
- Gestão de rejeitos e segurança de barragens – Filtragem e auditorias independentes.
- Resíduos e economia circular – Reaproveitamento de estéreis e rejeitos.
- Fechamento de minas – Restauração de habitats e uso sustentável do território.
- Interação com comunidades – Licença social e redução de desigualdades.
- Governança e transparência – Relatórios auditados e fortalecimento institucional.
COP30: oportunidade estratégica para o Brasil
A EY destaca a COP30, que será realizada em Belém, como uma janela histórica para o Brasil apresentar uma mineração com metas verificáveis, rastreabilidade e impacto comprovado. A análise reforça que competitividade econômica, responsabilidade ambiental e inclusão social podem caminhar juntas, reduzindo o custo de capital e fortalecendo a reputação internacional do setor.
Principais números do estudo da EY
- R$ 399 bilhões ativados na economia por ano (3,4% do PIB);
- 20,81% de crescimento potencial do setor;
- 4,8 trilhões de litros de água preservados;
- 19,52 milhões de toneladas de CO₂ evitadas;
- 400 milhões de toneladas de resíduos evitados;
- 93.056 internações a menos no SUS, com economia de R$ 47,77 milhões;
- 7.152 vagas afirmativas de liderança;
- Mais de 3 milhões de empregos gerados.
Apoio do setor mineral à COP30
O IBRAM agradeceu às empresas do setor mineral que apoiam sua participação na COP30: Alcoa, Anglo American, AngloGold Ashanti, BHP, CBA, CBMM, Copelmi, Kinross, Mineração Taboca, Mosaic, Norsk Hydro, Samarco e Vale.


