sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Estudo da EY aponta potencial de R$ 399 bilhões anuais e 3 milhões de novos empregos na mineração brasileira

Levantamento da EY destaca o potencial da agenda ESG para impulsionar o crescimento, a inovação e a sustentabilidade na mineração brasileira.

Por Isis Kelem de Oliveira13 de novembro de 2025 · 07:22Leitura de 3 min
Levantamento da EY destaca o potencial da agenda ESG para impulsionar o crescimento, a inovação e a sustentabilidade na mineração brasileira.
Foto: Divulgação – Levantamento da EY destaca o potencial da agenda ESG para impulsionar o crescimento, a inovação e a sustentabilidade na mineração brasileira.

A EY lançou nesta terça-feira (11/11) o estudo “Impact Edge: ESG como alavanca de valor na mineração”, destacando o papel estratégico das práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) na geração de valor e competitividade para o setor mineral do Brasil.

Segundo o levantamento, um portfólio coordenado de iniciativas sustentáveis pode aumentar em 20,81% o valor agregado da mineração, o que equivale ao crescimento acumulado dos últimos cinco anos, e ativar R$ 399 bilhões por ano na economia nacional, incluindo efeitos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva.

Impactos sociais e ambientais positivos

Os resultados projetados pela EY evidenciam ganhos expressivos em diferentes dimensões. O estudo estima a criação de mais de 3 milhões de empregos, a preservação de 4,8 trilhões de litros de água e a redução de 19,52 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. Além disso, seriam evitadas 400 milhões de toneladas de resíduos.

No campo da saúde pública, a implementação das medidas poderia representar 93 mil internações a menos por ano no SUS, com economia anual de R$ 47,77 milhões.

Metodologia Impact Edge

As projeções foram construídas a partir da metodologia Impact Edge, desenvolvida pela EY. O modelo conecta cada iniciativa a efeitos financeiros, ambientais e sociais, permitindo mapear alavancas de impacto, simular cenários e priorizar projetos conforme retorno e risco. A ferramenta integra métricas financeiras e não financeiras e pode orientar decisões de investimento, financiamento rotulado e metas auditáveis.

Conexão com o IBRAM e a jornada de descarbonização

O estudo foi apresentado junto ao relatório “Compromissos do Setor Mineral”, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), que consolida metas mensuráveis de sustentabilidade e define uma jornada de descarbonização baseada em evidências setoriais.

O evento ocorreu na EY House, em Belém, com a presença do diretor de Sustentabilidade do IBRAM, Rinaldo Mancin, da gerente de Sustentabilidade, Cláudia Salles, e da coordenadora de Assuntos Associativos e Mudança de Clima, Luisa Rates.

Sete frentes prioritárias de ação

O relatório da EY propõe sete eixos estratégicos para transformar o setor mineral brasileiro:

  1. Gestão da água – Recirculação e monitoramento avançado.
  2. Eficiência energética e descarbonização – Eletrificação de frotas, biocombustíveis e energia renovável.
  3. Gestão de rejeitos e segurança de barragens – Filtragem e auditorias independentes.
  4. Resíduos e economia circular – Reaproveitamento de estéreis e rejeitos.
  5. Fechamento de minas – Restauração de habitats e uso sustentável do território.
  6. Interação com comunidades – Licença social e redução de desigualdades.
  7. Governança e transparência – Relatórios auditados e fortalecimento institucional.

COP30: oportunidade estratégica para o Brasil

A EY destaca a COP30, que será realizada em Belém, como uma janela histórica para o Brasil apresentar uma mineração com metas verificáveis, rastreabilidade e impacto comprovado. A análise reforça que competitividade econômica, responsabilidade ambiental e inclusão social podem caminhar juntas, reduzindo o custo de capital e fortalecendo a reputação internacional do setor.

Principais números do estudo da EY

  • R$ 399 bilhões ativados na economia por ano (3,4% do PIB);
  • 20,81% de crescimento potencial do setor;
  • 4,8 trilhões de litros de água preservados;
  • 19,52 milhões de toneladas de CO₂ evitadas;
  • 400 milhões de toneladas de resíduos evitados;
  • 93.056 internações a menos no SUS, com economia de R$ 47,77 milhões;
  • 7.152 vagas afirmativas de liderança;
  • Mais de 3 milhões de empregos gerados.

Apoio do setor mineral à COP30

O IBRAM agradeceu às empresas do setor mineral que apoiam sua participação na COP30: Alcoa, Anglo American, AngloGold Ashanti, BHP, CBA, CBMM, Copelmi, Kinross, Mineração Taboca, Mosaic, Norsk Hydro, Samarco e Vale.