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Ferroligas enfrentam crise e setor perde mais de 3 mil empregos entre 2024 e 2025

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A indústria brasileira de ferroligas, com forte presença em Minas Gerais, atravessa um período de dificuldades provocado por mudanças no mercado internacional e pelo aumento da concorrência externa. Entre 2024 e 2025, o segmento registrou queda na produção e eliminou mais de 3 mil postos de trabalho, cenário que acende um alerta para empresas e trabalhadores da cadeia mineral.

De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Ferroligas (Abrafe), a retração é resultado da combinação de fatores que afetaram diretamente a competitividade das indústrias nacionais.

Crise das ferroligas reúne três fatores que pressionam o setor

Segundo a Abrafe, o atual cenário pode ser definido como uma “tempestade perfeita”, impulsionada por três acontecimentos simultâneos que reduziram as oportunidades de mercado para os produtores brasileiros.

O primeiro deles é o aumento das barreiras comerciais adotadas pelos Estados Unidos. As medidas dificultaram as exportações brasileiras de ferroligas para o mercado norte-americano, reduzindo o acesso a um dos principais destinos do produto.

Outro fator apontado pela entidade é o reforço das políticas de proteção comercial na Europa. O bloco europeu implementou salvaguardas para restringir a entrada de ferroligas importadas, impactando também as vendas do Brasil.

Concorrência de China e Índia amplia desafios

Além das restrições impostas pelos mercados internacionais, o setor enfrenta uma forte concorrência dentro do próprio Brasil. Conforme a Abrafe, produtores da China e da Índia passaram a ampliar as exportações para o mercado brasileiro, oferecendo ferroligas por valores significativamente inferiores aos praticados pela indústria nacional.

A entidade informa que os produtos importados chegam ao país com preços de até 50% menores, reflexo do excedente de produção existente nesses dois países.

Na avaliação da associação, a combinação entre barreiras às exportações e o crescimento das importações compromete a competitividade da indústria brasileira, afetando a produção e contribuindo para a redução de empregos no setor.

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