O aeródromo da Fazenda Maravilha, localizado em Bom Jesus do Amparo (MG), já integra oficialmente o sistema aeronáutico brasileiro desde 19 de fevereiro de 2026, conforme publicação no AISWEB. Identificado pelo código SJ1M, o equipamento representa um novo ativo estratégico para o Médio Piracicaba, com impacto direto na mineração, na indústria e nos serviços essenciais.
O projeto foi idealizado por Lucas Bretas, diretor da Novaluz, e contou com participação ativa do grupo Novaluz ao longo de sua estruturação, execução e fase final de implantação, refletindo um esforço coletivo voltado ao desenvolvimento regional.
Estrutura versátil para a aviação regional

O aeródromo conta com pista de aproximadamente 800 metros de extensão, atualmente em pavimentação de terra, com previsão de asfaltamento em todo o trecho nas próximas etapas do projeto.
A estrutura tem capacidade para operação de aeronaves monomotoras de diversos portes e bimotores leves.
“Nessa pista podem operar desde aeronaves monomotoras até bimotores leves, atendendo bem a realidade da região”, afirma Bretas.
Localização estratégica
Outro diferencial do empreendimento é a localização. O aeródromo está a cerca de 1 km da estrada que liga Itabira ao trevo da BR-381, em um ponto próximo à região conhecida como reta dos Bambas.
A proximidade com uma das principais conexões rodoviárias da região reforça o potencial logístico da estrutura, facilitando o acesso rápido entre transporte terrestre e aéreo.
Impacto direto na mineração e na indústria
A nova estrutura fortalece a logística de empresas instaladas na região, especialmente no setor mineral e siderúrgico.
O aeródromo passa a beneficiar diretamente operações ligadas à Vale, que no mesmo período do voo inaugural anunciou o prolongamento da vida útil da mineração em Itabira por mais 12 anos, além de contribuir para a dinâmica operacional de empresas como a ArcelorMittal, em João Monlevade.
Com maior agilidade no deslocamento de executivos, equipes técnicas e fornecedores, a infraestrutura se consolida como um diferencial competitivo para a região.
Saúde, segurança e utilidade pública
Além do impacto econômico, o aeródromo amplia a capacidade de atendimento em áreas essenciais.
A estrutura pode ser utilizada para transporte aeromédico, remoções de urgência e apoio logístico em situações críticas, reduzindo o tempo de resposta e ampliando o acesso a serviços especializados.
Outro ponto relevante é o potencial de uso da pista para treinamento das forças de segurança pública. Com o fechamento do Aeroporto Carlos Prates, em Belo Horizonte, e as limitações operacionais da Pampulha para esse tipo de atividade, o aeródromo surge como uma alternativa viável para capacitação aérea.
Geração de empregos e qualificação
O projeto também deve impulsionar a geração de empregos diretos e indiretos, especialmente em áreas técnicas ligadas à aviação.
“A gente espera que esse investimento traga ganho econômico e social para a região, criando oportunidades para pilotos, instrutores de voo, mecânicos e mão de obra especializada”, destaca Bretas.
Condomínio aeronáutico e expansão
O empreendimento prevê ainda a implantação de um condomínio aeronáutico, atualmente em fase de estudos e avanço para licenciamento.
A proposta amplia o alcance do projeto, atendendo diferentes perfis da aviação geral.
“A aviação não é restrita. Existe um público diverso, desde o aerodesportista até a aviação executiva, e queremos atender essa demanda”, explica.
Integração regional
A localização estratégica do aeródromo permite atender municípios como Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo, João Monlevade, Santa Bárbara, Barão de Cocais e demais cidades do Médio Piracicaba.
A estrutura surge como um novo ponto de conexão regional, reduzindo distâncias e ampliando oportunidades.
Um novo vetor de desenvolvimento
Para o idealizador, o aeródromo representa mais do que uma obra de infraestrutura.
“O projeto é resultado de um esforço conjunto. A Novaluz, como grupo, teve papel fundamental na execução e na entrega dessa estrutura, que foi pensada para servir à sociedade e contribuir com o crescimento econômico e social da região”, conclui Bretas.


