A mineração será tema de uma mesa-redonda realizada nesta quinta-feira (24), em Ouro Preto, com foco nas consequências territoriais, sociais e ambientais provocadas por grandes desastres associados à atividade. O encontro acontece às 17h30, no Auditório da Escola de Minas, no Campus Morro do Cruzeiro, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
A programação vai abordar os casos de Mariana, Brumadinho e Maceió, além de discutir questões relacionadas à justiça climática e à preservação da memória das populações afetadas. A participação é gratuita.
Mineração e os impactos nos territórios
A atividade faz parte da exposição “Ganância: Justiça Climática e Mineração” e reunirá pesquisadoras que estudam os impactos da atividade minerária e possuem experiências relacionadas aos territórios atingidos.
A professora Deborah Pessoa, do Departamento de Administração da UFOP, apresentará resultados de sua pesquisa e também compartilhará sua experiência pessoal como integrante de uma família atingida pelo afundamento do solo em Maceió, em Alagoas.
O caso de Brumadinho será discutido pela arquiteta, urbanista e pesquisadora da PUC Minas Lúcia Karine de Almeida, que desenvolve estudos sobre a regeneração do território na região da bacia do Rio Paraopeba.
Mariana e o avanço da mineração na Região dos Inconfidentes
A situação provocada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, também estará entre os assuntos da mesa. A professora Flora Passos, representante do grupo Conterra, conduzirá a discussão sobre o desastre e os atuais movimentos da atividade minerária na Região dos Inconfidentes.
A mediação será feita por Cristina de Oliveira Maia, professora da UFOP e integrante de ações relacionadas à Área de Proteção Ambiental (APA) de Ouro Preto.
O encontro pretende reunir diferentes perspectivas sobre os efeitos da mineração nos territórios e sobre os processos de reconstrução da memória e discussão da justiça climática após os desastres.


