Mariana, cidade histórica de Minas Gerais, enfrenta uma crescente crise habitacional, com ocupações irregulares em diversas áreas, especialmente na chamada “parte alta” do município. Estima-se que cerca de 3 mil famílias, o equivalente a aproximadamente 11 mil pessoas, vivam atualmente em condições precárias e sob constante risco de remoção. A situação, que se arrasta nos últimos anos, tem gerado graves consequências sociais, urbanas e ambientais para a cidade.
Histórico de ocupações e desafios para a gestão
O cenário de ocupações irregulares remonta a pelo menos 2019, quando a prefeitura de Mariana realizou uma operação no bairro Santa Clara, localizado em área de preservação ambiental. Naquela ocasião, cerca de 100 lotes demarcados foram desfeitos e os invasores notificados, mas o problema continuou sem uma solução definitiva.
Na época, o município ainda não possuía um diagnóstico completo sobre a situação das ocupações, o que dificultava a implementação de políticas públicas mais eficazes para lidar com o problema.
Impactos sociais e ambientais em Mariana
Além das condições precárias de moradia, as ocupações irregulares têm provocado sérios impactos na infraestrutura da cidade e nos recursos naturais da região. A falta de planejamento urbano e a ocupação em áreas de preservação aumentam os riscos de desastres ambientais, como deslizamentos de terra e contaminação de fontes de água. Esses problemas não afetam apenas as famílias que vivem nessas áreas, mas também toda a população de Mariana, que sente as consequências do caos urbano e ambiental.
A prefeitura, reconhecendo a gravidade da situação, segue buscando alternativas para resolver o problema, mas a falta de uma política habitacional mais ampla e eficaz ainda é um desafio para a cidade.


