A reparação do desastre de Mariana (MG), causado pelo rompimento da barragem de Fundão em 2015, ganhou um novo impulso com a assinatura de um acordo entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil. O objetivo é fortalecer a transparência e a eficiência no uso dos recursos do Fundo Rio Doce, instituído para reparar os danos socioeconômicos e socioambientais causados pela tragédia, que envolveu a mineradora Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton. O valor destinado ao fundo, somando R$ 100 bilhões, será gerido com um sistema inovador, o BB Gestão Ágil.
Sistema BB Gestão Ágil para transparência na movimentação de recursos
A solução BB Gestão Ágil, desenvolvida pelo Banco do Brasil, foi adotada para controlar a movimentação das contas correntes abertas para o Fundo Rio Doce. A plataforma, que já é utilizada por mais de 100 agentes repassadores e 29 órgãos de controle, tem se mostrado uma ferramenta eficaz. Em 2024, o sistema movimentou cerca de R$ 500 bilhões. O grande diferencial do BB Gestão Ágil é sua capacidade de permitir a consulta pública aos extratos bancários por meio de um portal online, garantindo acesso a informações financeiras de forma rápida, transparente e de acordo com a legislação de proteção de dados.
Além disso, o sistema permite o acompanhamento em tempo real dos repasses financeiros, o que aumenta a confiança da sociedade nas ações de reparação. A utilização do BB Gestão Ágil foi determinada pelo Comitê Gestor do Fundo Rio Doce, que supervisiona a aplicação dos recursos.
Fundo Rio Doce: R$ 49,1 bilhões para ações da União
Com o acordo firmado em 2024, o novo modelo de gestão do Fundo Rio Doce prevê o repasse de R$ 49,1 bilhões para a União, responsáveis pelas ações de reparação. A liberação de recursos ocorre apenas após aprovação do Comitê Gestor, composto por representantes da Casa Civil, da Secretaria de Relações Institucionais e da Secretaria-Geral da Presidência. A Samarco, Vale e BHP Billiton se comprometeram a aportar recursos adicionais ao fundo, com desembolsos que ocorrerão ao longo de 20 anos.
A principal mudança em relação ao modelo anterior está na maior supervisão e controle sobre a aplicação dos recursos, o que visa superar as dificuldades encontradas no processo de reparação. O uso do BB Gestão Ágil pelos responsáveis pela execução dos projetos garantirá que todos os repasses sejam feitos de maneira mais eficiente e rastreável, assegurando a correta destinação dos valores.
Para saber mais sobre a plataforma, acesse https://www.bb.com.br/site/setor-publico/bb-gestao-agil/


