O salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, segundo confirmação do Ministério do Planejamento e Orçamento. O valor ainda precisa ser aprovado pelo Congresso e oficializado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O reajuste de R$ 103 representa aumento de 7,58% sobre o piso atual, de R$ 1.518.
O cálculo segue a nova regra de valorização do salário mínimo, que garante aumento real dentro dos limites do arcabouço fiscal. A correção considera a inflação de 4,18%, medida pelo INPC e divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (10).
O valor ficou abaixo das previsões anteriores do governo, que estimavam o mínimo de R$ 1.631, depois revisado para R$ 1.627, devido à inflação registrada entre janeiro e novembro.
Pelas regras atuais, o salário mínimo tem aumento real composto pelo INPC mais o crescimento do PIB do ano anterior — com limite mínimo de 0,6% e máximo de 2,5%.
O salário mínimo é também referência para benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, além de contribuir para o cálculo do Orçamento federal, que passa por revisões anuais conforme a inflação.
O que muda com o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026
Aposentadorias, pensões e auxílios do INSS
Os benefícios previdenciários equivalentes a um salário mínimo, hoje em R$ 1.518, passarão para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro. Os pagamentos começarão no fim do mês, conforme calendário oficial do INSS.
O BPC, pago a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, também será atualizado para R$ 1.621 em 2026, já que o benefício segue o valor do salário mínimo.
Atrasados do INSS
Nos Juizados Especiais Federais (JEFs), o limite de ações é baseado em 60 salários mínimos.
Com o reajuste, processos de até R$ 97.260 poderão tramitar nos JEFs em 2026, contra o limite atual de R$ 91.080. Valores acima disso seguem para a Justiça Federal comum, com pagamento via precatório.


