sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Reforma Tributária pode mudar cenário da indústria do cobre no Brasil

A Reforma Tributária pode mudar o cenário da indústria do cobre no Brasil, setor que hoje enfrenta carga tributária de até 24,5% e ganha importância com o avanço da eletrificação, dos veículos elétricos e da inteligência artificial

Por Raquel Luciano2 de junho de 2026 · 15:10Leitura de 2 min
A Reforma Tributária pode mudar o cenário da indústria do cobre no Brasil, setor que hoje enfrenta carga tributária de até 24,5% e ganha importância com o avanço da eletrificação, dos veículos elétricos e da inteligência artificial.
Imagem: Divulgação – A Reforma Tributária pode mudar o cenário da indústria do cobre no Brasil, setor que hoje enfrenta carga tributária de até 24,5% e ganha importância com o avanço da eletrificação, dos veículos elétricos e da inteligência artificial.

Essencial para a eletrificação da economia global e para o avanço de tecnologias estratégicas, o cobre vem consolidando sua posição como um dos metais mais importantes da atualidade. Presente em sistemas de geração e transmissão de energia, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos e data centers que sustentam o crescimento da inteligência artificial, o mineral também está no centro de discussões sobre os impactos da Reforma Tributária no Brasil.

Atualmente, a cadeia produtiva do cobre enfrenta uma carga tributária significativa, especialmente nas etapas de transformação do metal e de suas ligas em produtos semielaborados e acabados. A soma de tributos como ICMS, PIS, Cofins e IPI pode alcançar aproximadamente 24,5% do valor do produto, influenciando diretamente a competitividade da indústria nacional.

Reforma tributária pode alterar cenário para a indústria do cobre

As mudanças previstas na Reforma Tributária prometem modificar a estrutura de arrecadação que hoje incide sobre diversos segmentos industriais. No caso do cobre, especialistas avaliam que o novo modelo poderá trazer impactos relevantes para fabricantes e transformadores do metal.

Segundo análise de Alexandro Ferreira de Souza, gerente de Planejamento Econômico e Financeiro da Termomecanica, um dos principais efeitos esperados é o fim de benefícios fiscais estaduais que, ao longo dos anos, influenciaram decisões de investimento e localização industrial.

Ao mesmo tempo, a simplificação do sistema tributário é vista como uma oportunidade para reduzir distorções de mercado e combater práticas de sonegação fiscal, criando um ambiente de concorrência mais equilibrado entre as empresas do setor.

A expectativa é que a nova estrutura contribua para aumentar a transparência na cobrança de tributos e reduza a complexidade enfrentada pelas indústrias na apuração e recolhimento de impostos.

Demanda crescente reforça importância estratégica do cobre

A discussão tributária ocorre em um momento de forte valorização do cobre no cenário global. O avanço da transição energética tem impulsionado o consumo do metal em projetos de energia renovável, infraestrutura elétrica e mobilidade sustentável.

Além disso, a expansão dos data centers e das tecnologias ligadas à inteligência artificial vem ampliando a necessidade de sistemas elétricos cada vez mais robustos, elevando a demanda por materiais condutores de alta eficiência.

Nesse contexto, especialistas defendem que a competitividade da cadeia produtiva brasileira será um fator decisivo para que o país aproveite as oportunidades geradas pelo crescimento desses mercados. A combinação entre segurança jurídica, ambiente tributário mais simples e estímulos à produção industrial poderá influenciar diretamente a capacidade do Brasil de agregar valor ao cobre e ampliar sua participação nas cadeias globais de fornecimento.

Com o metal assumindo papel central na transformação tecnológica e energética em curso no mundo, o debate sobre tributação ganha relevância não apenas para a indústria, mas também para a estratégia econômica do país nos próximos anos.