Uma descoberta inédita feita por pesquisadores brasileiros colocou o município de Juína, no noroeste de Mato Grosso, em destaque no cenário científico internacional. Um mineral jamais registrado na natureza foi identificado no interior de um diamante extraído na região, ampliando o conhecimento sobre as camadas profundas da Terra e os processos geológicos que ocorrem muito abaixo da superfície.
O material recebeu o nome de grahampearsonita, uma homenagem ao cientista britânico Graham D. Pearson, referência mundial em estudos sobre diamantes e a estrutura interna do planeta.
Descoberta da grahampearsonita amplia estudos sobre a Terra
A grahampearsonita é um fosfato formado por cálcio, fósforo e oxigênio (Ca₂P₂O₇). Apesar de um composto semelhante já ter sido produzido artificialmente em laboratório, esta é a primeira vez que o mineral é identificado em ambiente natural.
A descoberta ocorreu dentro de um diamante encontrado em Juína, município conhecido internacionalmente pela ocorrência de diamantes chamados de super profundos, originados em regiões localizadas entre centenas de quilômetros abaixo da superfície terrestre.
O estudo foi desenvolvido por uma equipe internacional formada por pesquisadores do Brasil, Itália, China e Alemanha. Pelo lado brasileiro, participaram especialistas da Universidade de Brasília (UnB), do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


