sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Lula reage contra pressão internacional por terras raras do Brasil: “não somos mais países colonizados”

Lula defende soberania sobre terras raras em cúpula internacional e destaca potencial bilionário das reservas brasileiras, que podem superar o valor do PIB do país

Por Raquel Luciano23 de março de 2026 · 07:17Leitura de 2 min
Lula defende soberania sobre terras raras em cúpula internacional e destaca potencial bilionário das reservas brasileiras, que podem superar o valor do PIB do país
Imagem: Divulgação – Lula defende soberania sobre terras raras em cúpula internacional e destaca potencial bilionário das reservas brasileiras, que podem superar o valor do PIB do país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou o palco da Cúpula Celac-África, realizada em Bogotá, para reforçar um recado direto ao cenário global: o Brasil não pretende repetir o papel histórico de fornecedor de matéria-prima sem desenvolvimento interno e agora as terras raras entram no jogo.

Durante o discurso, o chefe do Executivo defendeu a soberania dos países sobre seus recursos naturais, especialmente diante do crescente interesse internacional por minerais estratégicos.

Discurso critica nova corrida global

Ao falar para líderes da América Latina e da África, Lula destacou que nações que já passaram por processos de colonização não podem voltar a sofrer interferências externas em suas riquezas.

A declaração ocorre em meio a uma disputa global por minerais críticos, considerados essenciais para tecnologias modernas e para a transição energética. O presidente alertou para o risco de países em desenvolvimento voltarem a ocupar posição secundária na cadeia produtiva global.

O tema também ganhou força no contexto geopolítico atual, com grandes potências buscando garantir acesso a esses संसumos estratégicos.

Terras raras ganham valor estratégico bilionário

No centro do debate estão as chamadas terras raras, um conjunto de 17 elementos fundamentais para a produção de itens como baterias, turbinas e equipamentos eletrônicos.

Apesar do nome, esses minerais não são necessariamente escassos, mas sua extração e processamento exigem tecnologia avançada e alto investimento, além de cuidados ambientais rigorosos.

No caso brasileiro, o potencial econômico impressiona: estimativas apontam que as reservas conhecidas podem atingir valor equivalente a 186% do Produto Interno Bruto do país, colocando o Brasil entre os principais protagonistas desse mercado.

Pressão internacional e disputa entre potências

O interesse global por esses recursos tem aumentado significativamente. Países desenvolvidos buscam garantir fornecimento estável, enquanto tentam reduzir a dependência de mercados dominantes, como o da China, que hoje lidera o refino desses minerais estratégicos.

Nesse cenário, propostas de cooperação internacional vêm sendo apresentadas ao Brasil, incluindo iniciativas para integrar cadeias globais de produção e estabelecer mecanismos de preço e fornecimento.

Ainda assim, o governo brasileiro avalia com cautela os impactos dessas parcerias, especialmente no que diz respeito à soberania e ao desenvolvimento industrial interno.