O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensifica sua agenda internacional e negocia um acordo estratégico com a Espanha voltado ao setor de minerais críticos. A proposta pode ser formalizada durante a viagem oficial à Europa, prevista para a próxima semana, e integra um pacote com mais de dez iniciativas em discussão.
Estratégia amplia parcerias internacionais
O possível tratado com a Espanha faz parte de uma movimentação mais ampla do Brasil para fortalecer relações em áreas consideradas estratégicas. Nos últimos meses, o país já avançou em entendimentos semelhantes com a Índia e a Coreia do Sul, ampliando o diálogo sobre minerais críticos e terras raras.
Segundo interlocutores do governo, esses primeiros acordos têm caráter inicial e buscam estabelecer canais de cooperação entre os países. Neste momento, não há previsão de exploração direta de recursos, mas sim a construção de bases institucionais para futuras parcerias.
Governo prepara nova estrutura para o setor de minerais críticos
Paralelamente às negociações internacionais, o Executivo avalia a criação de um novo órgão para orientar políticas públicas no segmento. A proposta prevê a formação do Conselho Nacional de Política Mineral e de Terras Raras, que deve ficar vinculado à Presidência da República.
A ideia é estabelecer diretrizes para o uso desses recursos no país, considerados essenciais para tecnologias modernas e para a transição energética global.
Foco está na cadeia completa e não só na exportação
A estratégia do governo brasileiro vai além da simples venda de matéria-prima. A proposta defendida pelo Executivo é garantir maior controle sobre toda a cadeia produtiva, desde a extração até o processamento e agregação de valor.
Esse movimento busca posicionar o Brasil de forma mais competitiva no cenário internacional, reduzindo a dependência de exportações de baixo valor agregado e ampliando o papel do país no mercado global de minerais estratégicos.


