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Indígenas acampam em Brasília contra mineração

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Milhares de indígenas estão reunidos em Brasília para a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), um dos maiores encontros do movimento indígena no país. O evento, que segue até sábado (11), deve reunir entre 7 mil e 8 mil participantes, incluindo representantes de diferentes etnias e apoiadores da causa.

Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, o acampamento está instalado no Eixo Cultural Ibero-Americano e reúne integrantes da maioria dos 391 povos originários existentes no Brasil, além de representantes de outras nações.

Indígenas se mobilizam contra propostas e defesa de direitos

A programação inclui atos e mobilizações políticas. Entre os temas mais sensíveis está a discussão sobre o chamado marco temporal, em análise no Supremo Tribunal Federal. A tese estabelece que os povos indígenas só teriam direito às terras ocupadas até outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.

Além disso, propostas relacionadas à liberação da mineração em territórios indígenas também estão no centro das críticas.

Entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, o governo federal homologou 20 novos territórios indígenas, somando cerca de 2,5 milhões de hectares distribuídos em 11 estados.

Apesar disso, ainda existem aproximadamente 110 áreas em análise na Fundação Nacional dos Povos Indígenas, que aguardam definição sobre reconhecimento oficial.

Debates ampliam pauta indígena

O ATL 2026 também abre espaço para discussões que vão além da questão territorial. Temas como participação política, mudanças climáticas e defesa da democracia fazem parte da programação.

Na quinta-feira (9), por exemplo, está previsto um debate com foco na atuação indígena no cenário eleitoral, reforçando o papel do movimento na construção de políticas públicas.

O encontro marca ainda o início do chamado Abril Indígena, período de mobilização nacional que busca ampliar a visibilidade de pautas como saúde e educação nas comunidades.

Com o tema “Nosso futuro não está à venda a resposta somos nós”, o evento reforça o protagonismo dos povos indígenas na defesa de seus direitos e territórios.

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