O Ministério dos Transportes está estruturando uma nova estratégia para reativar ramais ferroviários pouco explorados no país. A proposta prevê a oferta de cerca de 20 trechos atualmente sem uso ou com baixa operação, com extensões médias entre 50 km e 60 km, que serão destinados à iniciativa privada por meio de chamamento público.
A medida inaugura um formato diferente de concessão, no qual o governo não exigirá pagamento de outorga. Em vez disso, as empresas interessadas deverão assumir os custos de recuperação da infraestrutura e a operação dos trechos, estimulando investimentos diretos na malha ferroviária.
Ferrovias abandonadas devem ganhar nova dinâmica com modelo sem outorga
A expectativa é que os primeiros lotes sejam disponibilizados ao mercado ainda no segundo semestre deste ano. O modelo em elaboração toma como referência um edital que está em fase final de análise pelo Tribunal de Contas da União, responsável por avaliar a viabilidade da proposta.
Esse edital envolve o chamado “corredor Minas-Rio”, uma ferrovia com cerca de 740 km de extensão. Apesar de já existir, o trecho opera abaixo de sua capacidade e conecta importantes cidades de Arcos, Lavras e Varginha, em Minas Gerais, até municípios do Rio de Janeiro, como Barra Mansa e Angra dos Reis.
A iniciativa busca ampliar a participação do setor privado na recuperação de trechos considerados estratégicos, mas que hoje enfrentam limitações operacionais, contribuindo para melhorar a logística e o escoamento de cargas em diferentes regiões do país.


