sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Governo começa a executar projeto para retornar ferrovias abandonadas e inclui ‘corredor Minas-Rio’

Governo prepara oferta de cerca de 20 trechos de ferrovias abandonadas com até 60 km, em modelo inédito sem outorga para atrair investimentos privados

Por Raquel Luciano19 de abril de 2026 · 17:34Leitura de 1 min
Governo prepara oferta de cerca de 20 trechos de ferrovias abandonadas com até 60 km, em modelo inédito sem outorga para atrair investimentos privados
Imagem: Freepix – Governo prepara oferta de cerca de 20 trechos de ferrovias abandonadas com até 60 km, em modelo inédito sem outorga para atrair investimentos privados

O Ministério dos Transportes está estruturando uma nova estratégia para reativar ramais ferroviários pouco explorados no país. A proposta prevê a oferta de cerca de 20 trechos atualmente sem uso ou com baixa operação, com extensões médias entre 50 km e 60 km, que serão destinados à iniciativa privada por meio de chamamento público.

A medida inaugura um formato diferente de concessão, no qual o governo não exigirá pagamento de outorga. Em vez disso, as empresas interessadas deverão assumir os custos de recuperação da infraestrutura e a operação dos trechos, estimulando investimentos diretos na malha ferroviária.

Ferrovias abandonadas devem ganhar nova dinâmica com modelo sem outorga

A expectativa é que os primeiros lotes sejam disponibilizados ao mercado ainda no segundo semestre deste ano. O modelo em elaboração toma como referência um edital que está em fase final de análise pelo Tribunal de Contas da União, responsável por avaliar a viabilidade da proposta.

Esse edital envolve o chamado “corredor Minas-Rio”, uma ferrovia com cerca de 740 km de extensão. Apesar de já existir, o trecho opera abaixo de sua capacidade e conecta importantes cidades de Arcos, Lavras e Varginha, em Minas Gerais, até municípios do Rio de Janeiro, como Barra Mansa e Angra dos Reis.

A iniciativa busca ampliar a participação do setor privado na recuperação de trechos considerados estratégicos, mas que hoje enfrentam limitações operacionais, contribuindo para melhorar a logística e o escoamento de cargas em diferentes regiões do país.