O diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Vilmar Simões, participou de uma audiência pública realizada na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, em Brasília. O encontro teve como foco a discussão de uma proposta para criação de uma Política Nacional voltada às terras raras, minerais críticos e estratégicos.
Terras raras e minerais críticos ganham destaque em debate sobre futuro energético
O encontro reuniu representantes do governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil para analisar o papel estratégico dos recursos minerais brasileiros. Entre os principais pontos debatidos estiveram o potencial do país nesse segmento, a importância das terras raras para a transição energética global e o avanço tecnológico associado à cadeia produtiva mineral.
Também foram discutidas alternativas para ampliar o conhecimento geológico do território nacional e atrair novos investimentos. Segundo dados apresentados durante a audiência, a cadeia global verticalizada de terras raras já movimenta cerca de US$ 8 bilhões, evidenciando a relevância econômica do setor.
SGB defende ampliação do conhecimento geológico e agregação de valor
Durante sua participação, Vilmar Simões destacou que o Brasil possui grande potencial geológico e precisa aproveitar o cenário atual para expandir o conhecimento sobre seus recursos minerais. Ele reforçou que o SGB atua para transformar informação geológica em oportunidades estratégicas para o país, utilizando ferramentas como levantamentos aerogeofísicos, análises geoquímicas e mapeamento geológico.
Essas iniciativas, segundo ele, são fundamentais para atrair investimentos, fortalecer a soberania mineral e impulsionar a transição energética. O diretor-presidente também ressaltou a necessidade de o país deixar de ser apenas exportador de commodities minerais, avançando para etapas de maior valor agregado, como mineração, metalurgia e integração com centros de pesquisa.
“Nesse contexto, o Serviço Geológico do Brasil tem muito a contribuir para o desenvolvimento da pesquisa geológica nacional, em um esforço conjunto com o Executivo, a academia e instituições de pesquisa para desenvolver tecnologia brasileira e consolidar uma cadeia produtiva verticalizada no país”, concluiu Vilmar Simões.


