O governo brasileiro estuda uma nova regulamentação que poderá mudar o modelo de exploração de urânio no país. A proposta abre espaço para a entrada da iniciativa privada no setor, desde que a empresa estatal responsável pela área mantenha participação nos empreendimentos.
A medida representa um passo importante para ampliar os investimentos na mineração de minerais nucleares, preservando o controle estratégico do Estado sobre a atividade.
Mineração de urânio poderá contar com empresas privadas
De acordo com a proposta, a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), responsável atualmente pelo monopólio do ciclo do combustível nuclear no país, poderá formar parcerias com empresas privadas para desenvolver projetos ligados à mineração de urânio.
O texto prevê que a estatal mantenha, no mínimo, 20% de participação em cada empreendimento. Além disso, a companhia poderá conduzir processos de seleção para escolher parceiros interessados na exploração dos projetos.
Caso a regulamentação avance, o novo modelo permitirá a atuação conjunta em diferentes etapas da cadeia produtiva, incluindo a extração do minério, processamento, industrialização e comercialização de urânio e de outros minerais nucleares.
A proposta sinaliza uma mudança significativa na política para o setor nuclear brasileiro ao permitir maior participação da iniciativa privada, sem retirar da estatal sua presença obrigatória nos projetos.
A expectativa é que o novo formato estimule investimentos, impulsione o desenvolvimento de empreendimentos minerais e fortaleça a cadeia produtiva do urânio no Brasil, mantendo a supervisão da INB nas operações.


