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Banco Master financiou maior aquisição de áreas de minerais críticos do país em leilão da ANM

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Em agosto de 2024, a 3D Minerals, uma empresa recém-criada, surpreendeu o mercado ao arrematar 116 áreas de minerais críticos no leilão promovido pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Apenas 45 dias após sua fundação, a companhia, que possui sede em um escritório discreto em Belo Horizonte, adquiriu cerca de 6.462 km² de terra, uma área maior que o Distrito Federal. Este movimento audacioso chamou a atenção de órgãos reguladores e gerou investigações sobre o processo de obtenção do direito minerário dessas áreas.

Financiamento de R$ 1 bilhão e os empréstimos do Banco Master

De acordo com documentos obtidos pela Folha de S. Paulo, a 3D Minerals obteve um financiamento de R$ 1 bilhão do Master, um fundo de investimento, que foi diretamente utilizado para pagar uma dívida considerável. Em novembro de 2024, o Master concedeu um empréstimo à empresa, utilizando metade de suas ações como garantia.

Este empréstimo teve como objetivo quitar compromissos financeiros que a empresa havia assumido pouco após sua vitória no leilão da ANM, o que gerou questionamentos sobre a origem dos recursos e a transparência do processo.

Outro episódio controverso aconteceu no próprio leilão, quando a 3D Minerals conseguiu a aprovação da ANM para alterar o valor de um lance já apresentado, mesmo após a abertura dos envelopes de propostas dos concorrentes. Esse fato gerou uma série de questionamentos sobre a integridade do processo licitatório e levou o Tribunal de Contas da União (TCU) a iniciar uma investigação detalhada sobre as condições em que o direito minerário foi concedido à empresa.

A investigação e as implicações para o setor mineral

O caso da 3D Minerals, que foi revelado pela Folha de S. Paulo em agosto do ano passado, continua sendo alvo de escrutínio. A empresa se tornou a maior vencedora do leilão da ANM em 2024, mas a maneira como garantiu o controle de 116 áreas de minerais críticos está sendo investigada por órgãos de fiscalização, incluindo o TCU.

O caso destaca a necessidade de maior rigor e transparência nos processos licitatórios relacionados à mineração no Brasil, especialmente quando envolvem ativos de alto valor e importância estratégica para o país.

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