A Amazônia Legal brasileira concentra 48,2% de todos os processos relacionados a minerais críticos e estratégicos no país, mas a produção regional ainda permanece restrita a um número reduzido de substâncias. A conclusão é de um estudo da Agência Nacional de Mineração (ANM), que evidencia o contraste entre o potencial mineral da região e sua efetiva exploração.
O diagnóstico foi elaborado para subsidiar a construção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Apesar do elevado número de processos minerários, a produção atual na Amazônia está concentrada principalmente em minério de ferro, bauxita, cobre e ouro.
Em contrapartida, minerais considerados essenciais para a transição energética e para a segurança do abastecimento nacional, como terras-raras, cobalto e potássio, ainda não são produzidos na região.
O levantamento também mostra que, entre 2006 e 2024, foram investidos R$ 40,4 bilhões em minas e unidades de processamento de minerais estratégicos na Amazônia Legal, desconsiderando o minério de ferro. Em 2024, o cobre lidera os aportes, com 31,3% do total, seguido por níquel (19,8%), alumínio (18,7%), ouro (17,2%) e manganês (11,3%).
Na pesquisa mineral, os investimentos somaram R$ 4,9 bilhões entre 2003 e 2024. Desse montante, 65,8% foram direcionados ao ouro e 19,1% ao cobre, indicando que a maior parte dos recursos ainda se concentra em poucas commodities, apesar do potencial para ampliar a exploração de outros minerais estratégicos.


