A participação da Anglo American na Exposibram 2025, um dos maiores eventos do setor mineral, foi marcada por uma reflexão profunda sobre os desafios e as soluções para a implementação de práticas ESG (ambiental, social e governança) na cadeia produtiva.
Cristina Bruce, Vice-Presidente Sênior de Sustentabilidade e Impacto Social da empresa, destacou como a mineradora está adaptando suas estratégias globais para lidar com as especificidades locais, criando soluções que atendem às necessidades das comunidades e ao mesmo tempo respeitam o meio ambiente.
Comunidades como parceiros estratégicos no ESG
Cristina enfatizou que as comunidades devem ser vistas como parceiras estratégicas desde o início de qualquer operação. Na sua visão, é fundamental que a empresa conheça a vocação local antes de qualquer atividade de mineração, com o objetivo de entender os desafios e as oportunidades da região. Esse foco nas comunidades, que vai além do simples envolvimento, visa construir um relacionamento baseado em confiança, com soluções que atendem tanto aos interesses da empresa quanto aos da população local.
Durante o painel, a executiva também apresentou exemplos práticos de como a Anglo American tem integrado ESG em suas operações, incluindo o uso de tecnologias para minimizar o impacto ambiental e melhorar a gestão de resíduos. Ela citou a experiência de uma mina no sul do Peru, onde a empresa demorou 21 anos para iniciar a mineração, devido ao rigoroso processo de consulta e integração com a comunidade local. Um dos maiores desafios enfrentados pela Anglo foi a escassez de água doce, o que exigiu soluções inovadoras para garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos da região.
O futuro do ESG no setor mineral: uma abordagem de longo prazo
Cristina também compartilhou a visão de futuro da Anglo American, apontando que a empresa já adota um modelo de ESG voltado para o longo prazo, com o objetivo de deixar um legado positivo nos territórios onde opera.
Para ela, o sucesso no ESG é um processo contínuo de evolução, que envolve o engajamento de todos os atores no território, incluindo os setores público e privado. A análise detalhada do território antes de qualquer operação de mineração é uma prática essencial para garantir que a empresa atue de forma responsável e gere um impacto positivo duradouro.


