Unifei recebe usina da Cemig para ampliar desenvolvimento de Hidrogênio Verde (H2V)

Publicado em

 

A Cemig e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) estão se consolidando como parceiras em importantes acordos de cooperação. O mais recente deles foi a formalização da transferência da Central Geradora Hidrelétrica (CGH) Luiz Dias, de propriedade da Cemig, à Unifei, para ser utilizada na compensação da energia que será empregada no laboratório do Centro de Hidrogênio Verde (CH2V). O projeto contribui para o desenvolvimento de pesquisas sobre o vetor energético. A cessão foi feita de forma não onerosa para a universidade.

Produzido a partir de recursos renováveis, o Hidrogênio Verde (H2V) é considerado por muitos especialistas como uma chave promissora para a transição energética, a descarbonização e a sustentabilidade. Saiba mais.

Durante a cessão da usina, em evento realizado no último sábado (25), o diretor de Geração e Transmissão da Cemig, Thadeu Carneiro da Silva assinou protocolo de intenções para fins de colaboração científica e tecnológica entre as duas instituições.

“Trata-se de mais um passo para o fortalecimento do histórico laço entre as duas instituições, em uma iniciativa que irá fomentar a produção científica e tecnológica no setor elétrico nacional. O acordo prevê a colaboração abrangendo atividades de pesquisa, desenvolvimento e serviços científicos e tecnológicos; além de formação, treinamento e desenvolvimento de recursos humanos, absorção e transferência de tecnologias, aprimoramento técnico e científico e prototipação e desenvolvimento de sistemas em hardware e software” resume o Governo de Minas.

Inaugurada em 1914, a CGH está instalada no rio Lourenço Velho, no município de Itajubá, e possui duas unidades geradoras, representando 1,62 MW de potência instalada.

Centro de Hidrogênio Verde da Unifei

Dentro do âmbito do Centro de Excelência de Conservação de Energia, também construído em parceria com a Cemig, a Unifei vem desenvolvendo o CH2V, cujo objetivo é ajudar as indústrias mineira e brasileira a atravessarem a transição energética, reduzindo a pegada de carbono de seus produtos e tornando-os cada vez mais desejáveis em âmbitos nacional e internacional.

“O Hidrogênio Verde conta com grande importância em razão de sua versatilidade, já que há a possibilidade de ser transformado em combustível ou em eletricidade. Isso reduz o índice de emissão de gás carbônico na atmosfera, uma vez que ele é extraído de fontes limpas e renováveis”, afirma Thadeu Carneiro da Silva.

“O CH2V adotará a produção de Hidrogênio Verde por meio da eletrólise da água, utilizando energia elétrica proveniente de fontes renováveis como centrais hidrelétricas, centrais solares fotovoltaicas e centrais eólicas, entre outras”, explica o diretor. “Nesse contexto, a CGH Luiz Dias poderá contribuir efetivamente com o projeto, fornecendo energia limpa ao CH2V e servindo como um laboratório funcional para o aprimoramento técnico e científico da geração hídrica”, completa o executivo.

Matérias Relacionadas

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano

Mariana avança na política habitacional com construção de 352 apartamentos pelo Minha Casa, Minha Vida

Município assinou contratos para implantação de moradias populares e investimento de R$ 31,52 milhões em infraestrutura urbana; área também deverá receber novos projetos habitacionais

últimas Matérias

Terras raras no Sul de Minas atraem BNDES e podem movimentar R$ 3,5 bilhões em novo megaprojeto

Projeto Caldeira, entre Poços de Caldas e Caldas, pode ter participação do BNDES e prevê processamento de terras raras no Brasil em meio a acordo de R$ 3,5 bilhões da Lynas

ANM quer dividir fiscalização da mineração com estados e municípios e mira bilhões em royalties

A ANM quer ampliar a fiscalização da mineração com apoio de estados e municípios, monitorar barragens e empreendimentos e reforçar o controle da arrecadação da Cfem

Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

O nióbio vem ganhando espaço na indústria automotiva por contribuir para a fabricação de...

Ternium investe R$ 25 bilhões no Brasil e comemora 20 anos na Bolsa de Nova York

Ternium completa 20 anos na Bolsa de Nova York, investe R$ 25 bilhões no Brasil e amplia aportes na Usiminas, no Rio de Janeiro e na formação técnica