A Samarco se prepara para recuperar 100% de sua capacidade produtiva instalada a partir de 2028, com previsão de produzir cerca de 27 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro por ano. A informação foi confirmada pela própria empresa ao Cidades & Minerais.
A projeção ocorre durante uma nova etapa de expansão das operações da mineradora, que prevê investimentos bilionários em Minas Gerais e no Espírito Santo. Segundo Gustavo Pimenta, CEO da Vale, a Samarco pode alcançar uma produção próxima de 28 milhões de toneladas anuais.
A retomada da capacidade ocorre de forma gradual e integra o plano de recuperação das operações da empresa. De acordo com a Samarco, o processo está associado a investimentos de R$ 13,8 bilhões.
Investimentos movimentam operações da Samarco
No Espírito Santo, cerca de R$ 3,5 bilhões estão previstos para o complexo de Ubu, em Anchieta. Os recursos devem ser direcionados principalmente à modernização e à reativação de duas usinas de pelotização.
As obras também devem gerar impacto no mercado de trabalho. A previsão é de aproximadamente 4 mil postos de trabalho entre 2026 e 2027, incluindo cerca de 400 empregos próprios da Samarco.
A empresa afirma que a retomada será realizada de maneira gradual, com foco em segurança e sustentabilidade. A estratégia também prevê a operação sem utilização de barragens de rejeitos.
Samarco mira posição entre maiores produtoras de pelotas
Com a recuperação integral da capacidade instalada, a Samarco estima produzir aproximadamente 27 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro por ano. A empresa afirma que o volume permitirá alcançar a posição de segunda maior produtora de pelotas do mercado global.
Em nota enviada ao Cidades & Minerais, a Samarco afirmou: “A Samarco prepara-se para operar com 100% da capacidade produtiva instalada a partir de 2028, com produção de cerca de 27 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro por ano. Com investimento de R$13,8 bilhões, a empresa se tornará a segunda maior produtora de pelotas no mercado global.”
A mineradora também destacou os impactos esperados com a retomada das operações em Minas Gerais e no Espírito Santo.
“A retoma gradual, mais segura e sustentável, sem uso de barragens de rejeitos, impulsiona o desenvolvimento socioeconômico em Minas Gerais e no Espírito Santo, viabiliza investimentos estruturantes e promove impactos positivos duradouros, contribuindo para a descarbonização e transição energética.”


