O tráfego de carretas utilizadas no transporte de minério em Minas Gerais passará a ser acompanhado de forma mais próxima pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O órgão vai instaurar um procedimento administrativo para verificar se as medidas previstas em um acordo para reduzir os impactos do transporte mineral estão sendo efetivamente cumpridas.
A iniciativa envolve trechos das BR-040 e B-356, rodovias que concentram intenso movimento de veículos pesados e atravessam áreas onde a atividade mineradora possui forte presença.
BR-040 e BR-356 terão medidas acompanhadas pelo Ministério Público
Entre as ações previstas no acordo estão obras e intervenções na BR-040, incluindo projetos de duplicação, além de melhorias na Curva da Celinha e no Trevo de Moeda.
Também estão previstos estudos para avaliar a implantação de uma terceira faixa em determinados trechos e o reforço da fiscalização sobre veículos pesados que circulam pelas rodovias.
O procedimento administrativo permitirá ao Ministério Público acompanhar o andamento das medidas e verificar se os compromissos assumidos estão sendo colocados em prática.
Acordo envolve mineradoras, concessionárias e órgãos públicos
As medidas foram estabelecidas em um acordo que reúne empresas de mineração, concessionárias responsáveis pelas rodovias e órgãos públicos. A intenção é enfrentar os efeitos provocados pelo aumento do fluxo de caminhões e carretas ligados ao transporte mineral.
Além dos impactos sobre o trânsito, a discussão envolve questões diretamente relacionadas à segurança dos motoristas e das comunidades que utilizam diariamente essas estradas.
Com o novo acompanhamento, o Ministério Público passa a monitorar de maneira formal a execução das ações previstas, em um processo que poderá apontar avanços, pendências ou necessidade de novas providências ao longo da implementação do acordo.


