O interesse dos Estados Unidos pelas reservas de tungstênio do Brasil começa a ganhar novos contornos. Um dos movimentos mais relevantes ocorre no Rio Grande do Norte, onde um antigo projeto de mineração em Currais Novos voltou a ser colocado em perspectiva após anos de paralisação.
A iniciativa envolve a canadense Largo, que retomou os planos relacionados ao empreendimento. A produção no local havia sido interrompida há 12 anos, fazendo com que o projeto perdesse espaço no cenário mineral e parecesse sem perspectivas de retorno.
Agora, a possibilidade de reativação coloca novamente o município potiguar no mapa de uma cadeia considerada estratégica para diferentes setores industriais.
O tungstênio serve principalmente para fabricar ferramentas de corte de alta resistência, filamentos de lâmpadas e componentes aeroespaciais devido ao seu ponto de fusão extremamente alto e à sua grande dureza.
Tungstênio brasileiro pode abrir caminho para novos negócios
A movimentação em Currais Novos vai além da simples tentativa de recuperar uma operação que ficou parada durante mais de uma década. O retorno do projeto ocorre em um momento de maior atenção internacional sobre minerais considerados importantes para cadeias produtivas estratégicas.
Nesse contexto, o tungstênio brasileiro pode ganhar uma nova dimensão comercial. A retomada conduzida pela Largo pode funcionar como uma porta de entrada para empresas interessadas em participar da cadeia do mineral no Brasil, inclusive grupos ligados ao mercado norte-americano.
A possível aproximação entre produtores, investidores e empresas de diferentes etapas da cadeia pode transformar o antigo projeto potiguar em um ponto estratégico para novos negócios relacionados ao tungstênio.
Projeto de Currais Novos tenta deixar 12 anos de paralisação para trás
A história do empreendimento ajuda a dimensionar a mudança. Depois de uma década sem produção, a retomada representa uma tentativa de recolocar Currais Novos entre as áreas brasileiras com potencial de participação no mercado internacional de tungstênio.
Ainda não se trata, porém, de uma confirmação de que uma nova cadeia produtiva já esteja instalada no país. O movimento sinaliza uma possibilidade de aproximação entre o projeto potiguar e empresas interessadas no mineral, especialmente diante da atenção crescente dos Estados Unidos sobre fontes de matérias-primas estratégicas.
Se os planos avançarem, Currais Novos poderá voltar a ocupar espaço no setor mineral e se tornar um dos pontos de conexão entre o potencial brasileiro de tungstênio e a demanda internacional.


