A Vale iniciou uma nova etapa no processo de fechamento da Mina de Águas Claras (MAC), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a mineradora, a iniciativa é a primeira experiência de transição para novos usos de uma mina sem operação conduzida pela empresa no Brasil em seus 84 anos de história.
Localizada na divisa com Belo Horizonte e próxima à Serra do Curral, a área possui mais de 1.900 hectares e deverá ser gradualmente destinada a atividades de interesse público, como esporte, lazer, cultura e turismo sustentável.
Mina de Águas Claras terá 93% da área voltada à conservação
De acordo com a Vale, aproximadamente 93% do território da antiga mina serão destinados à conservação da biodiversidade. A área inclui nascentes, cursos d’água, vegetação nativa e espaços utilizados pela fauna local.
A dimensão do território chama atenção: a área da MAC equivale a cerca de 98 vezes o tamanho do Parque Municipal de Belo Horizonte, um dos principais espaços públicos de conservação, cultura e lazer da capital mineira.
A proposta adotada pela Vale busca mudar a lógica tradicional de encerramento de uma operação mineral. Em vez de concentrar as ações ambientais apenas após o fim das atividades, a empresa trabalha simultaneamente na recuperação da área, nas medidas de segurança e no planejamento dos possíveis usos futuros do território.
Vale amplia conexão entre Nova Lima e Belo Horizonte
Uma das iniciativas previstas nesse processo é a ampliação da trilha que conecta a área da antiga mina ao Parque da Serra do Curral. Com a estrutura, a proposta é possibilitar que moradores e visitantes possam percorrer o trajeto entre Nova Lima e Belo Horizonte caminhando por uma área de natureza.
A Vale também cedeu quase 108 mil metros quadrados de áreas verdes ao município de Belo Horizonte por meio de acordos de comodato com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica. Os espaços foram incorporados ao parque e destinados à conservação ambiental e ao lazer da população.
O projeto coloca a Mina de Águas Claras em uma fase de transição na qual o território deixa gradualmente de ter sua função ligada à atividade mineradora e passa a ser planejado para novas finalidades.
A estratégia prevê que a recuperação ambiental e as intervenções de segurança avancem paralelamente à implantação dos novos usos, em um processo gradual de transformação da antiga área de mineração.


