A mineração em Mariana, na região Central de Minas Gerais, deve ganhar uma nova dimensão com a expansão da operação da Cedro Participações. A empresa recebeu, na sexta-feira (25), as licenças necessárias para implantar e operar o projeto de ampliação da mina de minério de ferro no município.
A autorização foi concedida pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e abre caminho para um empreendimento que prevê investimentos de R$ 3,5 bilhões. Com a expansão, a capacidade de beneficiamento da unidade poderá saltar das atuais 2,5 milhões de toneladas de minério bruto por ano para até 10 milhões de toneladas.
O projeto será executado em etapas e também prevê mudanças no perfil da produção. A expectativa da empresa é alcançar até 5,5 milhões de toneladas anuais de pellet feed, produto utilizado na fabricação de pelotas de minério de ferro.
Expansão da mina em Mariana pode durar 20 anos
Segundo a Cedro, o empreendimento foi planejado para ter uma vida útil de até 20 anos. Esse período, porém, poderá ser prolongado caso novas sondagens indiquem a existência de recursos minerais que permitam ampliar a operação.
A estratégia também está relacionada à produção de pellet feed high-grade, material caracterizado pelo elevado teor de ferro e pela menor presença de elementos considerados impurezas. Esse tipo de minério tem importância para processos siderúrgicos que buscam matérias-primas com características mais adequadas para a produção de aço.
Além do aumento da capacidade produtiva, o projeto representa uma nova frente de investimentos privados na atividade mineral de Mariana, município que possui forte presença da mineração em sua economia.
Projeto promete mais de mil empregos
A implantação da expansão também deve provocar impactos no mercado de trabalho local e regional. A previsão apresentada pela empresa é de criação de mais de mil postos de trabalho, considerando vagas diretas e indiretas.
Com a capacidade projetada de 10 milhões de toneladas de minério bruto por ano, a nova estrutura poderá representar um volume quatro vezes superior ao patamar atual de beneficiamento da unidade.
A expansão ainda dependerá da execução gradual das etapas previstas no projeto, enquanto a empresa poderá avaliar novas possibilidades de prolongamento da atividade a partir dos resultados das próximas sondagens.


