A relação da Vale com as comunidades dos territórios onde mantém operações foi apontada como um dos desafios que a empresa precisa enfrentar de forma contínua. Grazielle Parenti, vice-presidente de Sustentabilidade da Vale, afirmou que a construção de confiança depende de presença, diálogo e uma relação mantida ao longo do tempo.
Em entrevista ao Mapa da Mina, a executiva destacou que a aproximação não deve ocorrer apenas em momentos específicos, mas fazer parte da rotina da empresa, envolvendo as equipes da Vale, o poder público e as comunidades.
Vale aposta em diálogo para construir confiança
Para Grazielle Parenti, a confiança entre a Vale e a sociedade não pode ser criada de maneira imediata. Segundo ela, a empresa precisa apresentar informações, acompanhar as demandas dos territórios e manter uma relação próxima com as populações que convivem com suas operações.
“Eu vejo que a mineração teve um desafio que é se aproximar da sociedade. E a gente tem construído essas relações de confiança, não de um dia para outro, mas com consistência, trazendo fatos e dados e construindo uma relação de longo prazo”
A declaração coloca a presença nos territórios como parte da estratégia da companhia para estabelecer relações de longo prazo. A executiva também ressaltou que essa responsabilidade não fica concentrada na área de sustentabilidade ou na alta direção, mas envolve diferentes profissionais que trabalham na Vale.
Vale utiliza pesquisas para ouvir comunidades
Outro ponto mencionado por Grazielle é a utilização de pesquisas periódicas para acompanhar a percepção das comunidades sobre a atuação da empresa. A Vale também mantém canais para receber demandas e manifestações diretamente dos territórios.
“A gente tem feito pesquisas com uma certa periodicidade para ouvir o que a comunidade tem a dizer. Também ter os nossos canais abertos, seja com o nosso pessoal que está no campo mesmo, mas também uma ouvidoria, onde entende as demandas e os pedidos.”
Para a executiva, esses mecanismos fazem parte de um esforço contínuo de aproximação. A proposta, segundo ela, é ampliar o diálogo e compreender melhor as expectativas das pessoas que vivem nas regiões onde a Vale está presente.
A avaliação reforça a importância atribuída pela Vale à relação com os territórios como parte da atuação da companhia, especialmente na construção de uma convivência de longo prazo com as comunidades.


