A produção de pelotas da Vale no complexo de Tubarão, em Vitória (ES), registrou forte crescimento no segundo trimestre de 2026. As usinas capixabas produziram 5,7 milhões de toneladas entre abril e junho, volume 22,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
O resultado foi influenciado por uma mudança temporária na estratégia operacional da mineradora, provocada por dificuldades logísticas no Oriente Médio.
Vale direciona minério para Tubarão após restrições no Oriente Médio
A situação levou a Vale a interromper temporariamente parte das atividades de produção em Omã. Com isso, uma parcela do minério fino que seria processada naquela região foi direcionada para o complexo de Tubarão.
O movimento elevou a participação das unidades do Espírito Santo na produção global de pelotas da companhia. Durante o segundo trimestre, Tubarão foi responsável por 79% de toda a produção de pelotas da Vale no mundo.
O aumento da atividade também teve reflexos sobre os indicadores econômicos do Espírito Santo. De acordo com dados do IAE-Findes, o segmento de pelotização acumulou crescimento de 18,7% no primeiro semestre, enquanto a indústria extrativa estadual avançou 36,3% no mesmo período.
Retomada em Omã pode reduzir ritmo de Tubarão
Apesar do desempenho expressivo, o cenário que favoreceu o aumento da produção em na região não deve permanecer por muito tempo. A Vale começou a retomar parcialmente as operações de suas usinas em Omã no fim de junho.
Com a recuperação das atividades no Oriente Médio, a necessidade de concentrar o processamento de minério no complexo capixaba tende a diminuir. Assim, parte do impulso registrado por Tubarão no primeiro semestre esteve ligada a uma circunstância operacional específica e pode perder intensidade nos próximos meses.


