Uma nova campanha de exploração mineral ampliou o número de áreas sob investigação no Vale do Jequitinhonha. A Atlantico Energy Metals identificou 14 alvos prioritários no Projeto Novo Cruzeiro, em Minas Gerais, reunindo áreas com potencial para terras raras, gálio e lítio.
A definição dos pontos foi feita a partir do cruzamento de diferentes informações geológicas, incluindo análises geoquímicas, mapeamentos, imagens de satélite e dados de geofísica regional. Ao todo, o projeto possui mais de 243 km² de direitos minerários contíguos.
Terras raras concentram 12 dos 14 alvos
A maior parte das áreas selecionadas está relacionada à busca por terras raras. São 12 alvos destinados à investigação desses minerais, enquanto os dois restantes estão associados a outros minerais considerados estratégicos.
Em Rio Bravo, a empresa delimitou uma área para pesquisa de gálio. Já ao sul do projeto, outro alvo foi selecionado para investigar a ocorrência de lítio.
Os resultados obtidos até agora também chamaram atenção. Uma das amostras coletadas, identificada como NCZ-SS-0147, apresentou concentração de 1.427,05 partes por milhão (ppm) de óxidos totais de terras raras (TREO). Desse volume, 284,40 ppm correspondem aos óxidos de terras raras magnéticas (MREO).
Na etapa de acompanhamento, 96 das 114 amostras analisadas apresentaram uma proporção de MREO equivalente a pelo menos 15% do TREO, indicador utilizado pela empresa na avaliação do potencial dos materiais encontrados.
Gálio e lítio ampliam potencial do projeto
A pesquisa também encontrou concentrações de gálio nas 114 amostras analisadas, com resultados variando entre 16 e 72 ppm. Esses dados sustentam a continuidade dos trabalhos no alvo localizado em Rio Bravo.
No caso do lítio, a investigação reúne evidências geoquímicas e uma anomalia magnética com aproximadamente 5 quilômetros de extensão. A estrutura ainda precisará ser testada para confirmar se há mineralização economicamente relevante.
Para a Atlantico Energy Metals, a variedade de minerais identificados amplia as possibilidades de exploração dentro do projeto.
“Doze áreas-alvo com foco em terras raras, juntamente com alvos de gálio e um alvo de lítio, nos oferecem várias frentes promissoras de investigação”, afirmou Bonn Smith, presidente e CEO da Atlantico.
A empresa ainda deverá avançar nos trabalhos de campo e em novas análises para avaliar a extensão e a qualidade das ocorrências identificadas. Os resultados atuais representam alvos de exploração e não equivalem, neste estágio, à definição de reservas minerais.


