Uma área do projeto Morro do Ferro, em Poços de Caldas, entrou no radar da australiana Power Minerals após os primeiros trabalhos de exploração apontarem um potencial de até 10,7 milhões de toneladas de material contendo óxidos de terras raras.
O volume foi estimado a partir de diferentes levantamentos realizados na área, incluindo perfurações, análises de amostras, mapeamentos com drones e estudos geofísicos. A companhia agora avança para uma etapa mais detalhada de investigação do terreno.
Terras raras avançam em nova etapa de exploração
Duas sondas já estão operando no projeto, dentro de uma campanha que prevê a execução de 25 furos e aproximadamente 4 mil metros de perfuração. Os trabalhos deverão ampliar o conhecimento sobre a distribuição e as características do material identificado no primeiro alvo.
A estimativa divulgada pela empresa aponta uma faixa entre 9,2 milhões e 10,7 milhões de toneladas de material com óxidos de terras raras. O resultado, porém, ainda não pode ser tratado como uma reserva ou recurso mineral oficialmente definido.
Isso significa que o potencial identificado até agora representa uma indicação inicial e ainda precisa passar por novas etapas técnicas antes que seja possível determinar a dimensão efetiva de um eventual depósito economicamente aproveitável.
Projeto Morro do Ferro ainda depende de novos estudos
Além da continuidade das sondagens, a Power Minerals terá de realizar estudos adicionais para avaliar a viabilidade econômica do projeto. Questões relacionadas ao licenciamento ambiental também fazem parte das etapas necessárias antes de uma possível operação de produção.
A companhia australiana assumiu o projeto Morro do Ferro em abril, quando desembolsou aproximadamente R$ 80 milhões pela aquisição. Desde então, a empresa vem avançando nos trabalhos de exploração para avaliar o potencial mineral da área localizada em Poços de Caldas.
Por enquanto, os números divulgados não representam uma confirmação de reservas. O avanço das perfurações e dos estudos será determinante para transformar a estimativa inicial em dados mais precisos sobre a quantidade, a qualidade e a viabilidade de aproveitamento das terras raras existentes no projeto.


