Saiba como contribuir com a nossa pauta, dedicada aos fatos do dia a dia das cidades da mineração e da siderurgia; Contratamos jornalista que atue em Minas Gerias e em outras partes do Brasil

Brumadinho reage no STF e tenta impedir fim de auxílio; IBRAM se posiciona sobre o caso

Publicado em

A Prefeitura de Brumadinho decidiu levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua oposição à tentativa de interromper o auxílio emergencial destinado às pessoas afetadas pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão. O desastre aconteceu em 2019 e, segundo o município, os efeitos sobre parte da população ainda não foram completamente superados.

Na manifestação apresentada à Corte, a administração municipal sustenta que o processo de reparação permanece inconcluso e que existem famílias que continuam enfrentando consequências econômicas provocadas pela tragédia.

Brumadinho questiona argumentos sobre o auxílio

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) voltou a defender no STF a interrupção dos pagamentos. Entre os argumentos apresentados pelo instituto está a avaliação de que o Acordo Judicial de Reparação Integral já oferece mecanismos suficientes para atender as pessoas atingidas.

O IBRAM também utiliza indicadores econômicos do município para sustentar sua posição, citando avanços registrados em áreas como geração de empregos, Produto Interno Bruto (PIB) e arrecadação.

A Prefeitura de Brumadinho, entretanto, contesta essa interpretação. Para o município, números relacionados ao desempenho geral da economia local não são suficientes para medir a realidade das famílias diretamente atingidas pelo rompimento.

Nota do IBRAM

O Cidades & Minerais entrou em contato com o IBRAM para entender o posicionamento o órgão e recebemos as seguintes explicações:

“O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) reconhece a gravidade do rompimento da
barragem de Brumadinho e reafirma seu compromisso institucional com a efetiva reparação das pessoas atingidas. É justamente por entender que a reparação socioambiental de grandes tragédias depende de acordos sólidos e duradouros que o
Instituto atua, no Supremo Tribunal Federal, em defesa de um princípio que ultrapassa
qualquer caso específico: a segurança jurídica dos acordos estruturais e homologados
pelo Poder Judiciário.

Essa discussão está posta na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental
(ADPF) nº 1.314, cujo o objeto é estritamente constitucional, os limites à aplicação de
legislação superveniente sobre acordos estruturais já homologados e transitados em
julgados. Não se discute, na ADPF, a legitimidade da reparação, tampouco a situação
das pessoas atingidas.

A atuação do IBRAM não se dirige a uma situação isolada ou uma associada. Trata-se de um princípio essencial para todo o setor produtivo e para a sociedade civil: acordos negociados com o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Poder Público e chancelados pelo Judiciário, só cumprem sua função de pacificação social se seus termos forem observados nos limites em que foram pactuados. Esquecer essa previsibilidade não afeta apenas o caso mencionado, mas compromete a viabilidade de qualquer acordo estrutural futuro em situações de reparação socioambiental no país, prejudicando exatamente as comunidades que esses instrumentos deveriam proteger com mais agilidade e segurança.

O IBRAM pediu ao STF a suspensão dos efeitos de decisões judiciais que, em sua avaliação, recriam obrigação já disciplinada e quitada no Acordo Judicial de Reparação Integral. A discussão não é sobre reduzir ou impedir assistência às pessoas atingidas, e sim sobre segurança jurídica, coisa julgada e respeito aos acordos estruturais homologados pelo Judiciário. O IBRAM respeita a manifestação do Município e a relevância social do tema para a população local. A divergência levada ao STF é de natureza jurídica, e o Instituto entende que a proteção das comunidades atingidas e a preservação da segurança jurídica dos acordos de reparação não são objetos opostos, pelo contrário, dependem um do outro no longo prazo”

Matérias Relacionadas

‘As minas estão no Brasil, não em Marte’, diz diretor da Vale sobre o papel da mineração na transição energética

Kennedy Alencar, diretor da Vale, defende a mineração legal como pilar da transição energética e economia verde, destacando a importância do Brasil no fornecimento de minerais essenciais para um futuro sustentável

‘Biossólido Itabira’ irá transformar lodo da Estação de Tratamento de Esgoto Laboreaux em um insumo agrícola

O “Biossólido Itabira”, uma colaboração entre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de...

‘Cidadão Legal’ vai emitir mil identidades em João Monlevade durante fim de semana

Todas as informações detalhadas do 'Cidadão Legal' estão disponíveis no site oficial da Câmara e no Instagram @camarajoaomonlevade

‘Festival Fartura Dona Lucinha’ agita cidades de Serro e Conceição do Mato Dentro

Entre os dias 20 e 28 de maio, o "Festival Fartura Dona Lucinha" chega...

últimas Matérias

 Anglo Gold Ashanti tem vagas de estágio para níveis técnico e superior

Vagas se destinam tanto a atuações presenciais quanto híbridas, com carga horária diária de 6 horas; Inscrições podem ser feitas pela internet até 31 de agosto

 Ato em defesa da ANM – servidores protestam pela estruturação da Agência Nacional de Mineração

Servidores da Agência Nacional de Mineração estão com as atividades paralisadas como forma de...

 Cidade das gemas: moradores de Teófilo Otoni vivem terror com guerra entre facções criminosas

Bandidos trocaram tiros com a Polícia na noite desta quinta-feira; PCC e Comando Vermelho vêm amedrontando moradores da cidade nas últimas semanas

 Funcionários dos Correios desistem de greve na véspera da Black Friday

Servidores cogitavam paralisação para reivindicar correções em Acordo Coletivo e melhores condições de trabalho, mas desistiram da ideia após terem pedidos considerados pelos Correios