Mesmo de forma tímida e próxima da estabilidade, a produção industrial de Minas Gerais avançou 0,3% em julho na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado interrompe uma sequência de dois meses consecutivos de retração no Estado e ficou ligeiramente acima do desempenho nacional. No Brasil, a produção industrial cresceu 0,2% no mesmo período.
No acumulado do ano, a indústria mineira registra alta de 0,7%, enquanto, no País, o crescimento chega a 1,1%.
A chefe da seção de pesquisas econômicas do IBGE em Minas Gerais, Alessandra Coelho de Oliveira, explica que, apesar de modesto, o avanço de julho ganha relevância por ocorrer após dois meses seguidos de resultados negativos, período em que a produção industrial mineira acumulou perda de 2,4%.
“Além disso, há de se considerar a oscilação da produção mensal desde o início do ano. Já tivemos três indicadores positivos e quatro negativos. Então, no cenário, a gente tem observado essa oscilação da produção industrial desde o início do ano, mas, apesar disso, o resultado acumulado no ano ainda é de crescimento, de 0,7%”, aponta
Minas acompanha trajetória próxima à média nacional
Embora o crescimento de 0,3% registrado em Minas Gerais tenha ficado distante de resultados expressivos observados em alguns estados, como o Amazonas, que avançou 14,6%, o desempenho mineiro permanece relativamente estável no acumulado do ano.
Outros estados apresentaram retrações mais intensas em julho, como Mato Grosso (-9,0%), Pará (-4,5%), Rio Grande do Norte (-12,4%), Maranhão (-6,2%) e Bahia (-4,9%), que concentraram algumas das principais quedas no período.
Na comparação com julho do ano anterior, a produção industrial mineira ficou estável, com variação de 0,0%. No Brasil, por outro lado, houve retração de 0,5%.
“Se olharmos o resultado deste mês, o nosso foi muito próximo do resultado do Brasil, que foi 0,2%. E no acumulado, o Brasil teve 1,1% de crescimento. O de Minas está um pouco abaixo do Brasil, mas o resultado do Brasil também não está muito discrepante em relação ao de Minas. Então, a gente está ali no entorno da média”, destaca a chefe da seção de pesquisas econômicas do IBGE em Minas Gerais.
Oito atividades industriais registram crescimento
Das 14 atividades industriais pesquisadas em Minas Gerais, oito apresentaram crescimento na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
As maiores expansões foram registradas na fabricação de produtos do fumo, com alta de 29,0%; bebidas, com avanço de 15,5%; e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que cresceram 12,6%.
Na direção oposta, as principais retrações ocorreram na fabricação de produtos químicos (-14,4%) e de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-9,1%).
Entre as atividades que mais pressionaram negativamente o resultado da indústria mineira aparecem as indústrias extrativas, a fabricação de produtos químicos e a produção de alimentos. Já o segmento de refino e biocombustíveis exerceu a principal influência positiva no período.
Apesar da queda observada na comparação com julho do ano anterior, a indústria extrativa continua entre os principais segmentos da produção industrial de Minas Gerais e mantém contribuição positiva no acumulado de 2026.
“Em termos do acumulado deste ano, a influência da indústria extrativa é positiva. Ela teve uma influência negativa em relação a julho do ano passado, mas em relação ao acumulado deste ano a influência ainda é positiva”, comenta Alessandra Oliveira.


