O avanço da exploração de minerais estratégicos em Minas Gerais ganhou um novo capítulo. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 77,5 milhões em financiamento para a Viridis Mineração Ltda., que pretende produzir carbonato misto de Terras Raras em Poços de Caldas, no Sul de Minas.
O empreendimento ainda está na etapa de licenciamento ambiental para implantação do projeto Colossus, que prevê uma área de 373 hectares destinada à exploração de terras raras no município.
Terras Raras entram na rota da inovação em Minas Gerais
O financiamento foi aprovado dentro do programa BNDES Mais Inovação e terá prazo de 16 anos, com custo indicativo de aproximadamente 4,8%.
Parte dos recursos será destinada ao Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR), unidade inaugurada em maio deste ano e que terá papel estratégico no desenvolvimento do projeto. O centro deverá produzir carbonato misto de terras raras em escala piloto, permitindo que diferentes etapas do processo sejam avaliadas antes da produção em maior escala.
Além da produção experimental, a estrutura será utilizada para testar e aperfeiçoar tecnologias voltadas ao processamento de argilas iônicas, material que pode concentrar elementos de terras raras. A previsão da empresa é iniciar a extração desse tipo de minério em 2028.
Projeto Colossus mira produção de minerais estratégicos
O projeto Colossus coloca Poços de Caldas entre as áreas que buscam ampliar a participação brasileira no mercado de minerais considerados estratégicos para diferentes setores tecnológicos e industriais.
A proposta da Viridis envolve não apenas a exploração mineral, mas também o desenvolvimento de tecnologias para processamento dos materiais extraídos. O objetivo é avançar nas etapas de beneficiamento e produção de compostos de terras raras dentro da própria cadeia do empreendimento.
Com o financiamento aprovado pelo BNDES, o projeto passa a contar com recursos direcionados à pesquisa, aos testes tecnológicos e ao desenvolvimento da estrutura necessária para o processamento. A implantação definitiva da operação, entretanto, ainda depende do andamento do licenciamento ambiental.


