O governo federal prevê ampliar os recursos destinados ao conhecimento do território mineral brasileiro. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou durante a Exposibram 2026 que o orçamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) para 2027 deverá chegar a R$ 300 milhões.
O anúncio foi feito na segunda-feira (24), durante a programação do evento, em Belo Horizonte. A proposta é fortalecer os estudos geológicos e ampliar o mapeamento do potencial mineral do país em um momento de aumento da demanda por matérias-primas estratégicas para a transição energética.
R$ 300 milhões devem reforçar estudos do subsolo
Segundo Alexandre Silveira, atualmente apenas cerca de 30% do subsolo brasileiro é conhecido. A ampliação do orçamento do SGB busca aumentar a quantidade de informações disponíveis sobre as formações geológicas e as riquezas minerais existentes no território nacional.
O conhecimento mais detalhado do subsolo pode contribuir para identificar novas áreas com potencial mineral e fornecer dados para orientar futuras atividades de pesquisa e investimentos no setor.
A medida ganha relevância diante da transformação da matriz energética mundial, que tem elevado a procura por minerais utilizados em tecnologias relacionadas à eletrificação, armazenamento de energia e outras aplicações industriais.
SGB ainda terá reforço de recursos em 2026
Além da previsão orçamentária para o próximo ano, o governo também deverá realizar novos repasses ao Serviço Geológico do Brasil ainda em 2026.
A expectativa é de que mais R$ 50 milhões sejam destinados ao órgão neste ano. O recurso adicional deve contribuir para a continuidade dos trabalhos de pesquisa e levantamento geológico desenvolvidos pelo SGB.
A ampliação dos investimentos ocorre em um cenário no qual o Brasil busca conhecer melhor seus recursos minerais e aumentar sua capacidade de participar das novas cadeias produtivas relacionadas à transição energética.


