A Vale Base Metals iniciou uma nova etapa de automação no complexo de cobre Salobo, no Pará, com a entrada em operação de 19 caminhões autônomos Komatsu 930E. Os equipamentos utilizam o sistema FrontRunner Autonomous Haulage System, desenvolvido pela Komatsu para controlar de forma automatizada diferentes etapas do transporte de material dentro da mina.
A adoção da nova tecnologia faz parte da estratégia da companhia para aumentar a eficiência operacional e ampliar a movimentação de materiais no complexo. A expectativa é de que a expansão da frota e o uso dos veículos autônomos contribuam para um crescimento de aproximadamente 7% na movimentação total da mina.
Caminhões autônomos passam a integrar frota mista
Os 19 Komatsu 930E foram incorporados a uma operação que já conta com diferentes modelos de caminhões de grande porte. Dados do relatório técnico de Salobo publicado em dezembro de 2025 indicam a presença de outros 10 Komatsu 830E, 17 unidades Caterpillar 797 e quatro Caterpillar 794.
Com o sistema autônomo, os veículos conseguem executar determinadas funções de transporte sem a condução convencional. A tecnologia coordena parâmetros como velocidade, distância entre caminhões, deslocamento pelas rotas e posicionamento nos pontos de carregamento e descarregamento, além de considerar a circulação de outros equipamentos na área operacional.
A automação busca proporcionar maior previsibilidade às atividades de transporte e integrar o fluxo dos equipamentos às demais operações realizadas na mina.
Expansão do Salobo acompanha aumento da capacidade de processamento
O avanço da automação ocorre paralelamente a projetos destinados a ampliar a capacidade de processamento do complexo de cobre. Entre eles está o projeto de Coarse Particle Flotation em Salobo III, que prevê acrescentar aproximadamente 6 milhões de toneladas por ano à capacidade da planta.
Com a expansão, a unidade deverá passar de uma capacidade de processamento de 12 milhões para 18 milhões de toneladas anuais. Considerando o complexo como um todo, a capacidade projetada deverá chegar a aproximadamente 42 milhões de toneladas por ano.
A combinação entre automação da frota e expansão das instalações de processamento faz parte de uma estratégia para aumentar a capacidade operacional do Salobo e acompanhar a demanda por cobre, mineral considerado essencial para setores como eletrificação, infraestrutura e transição energética.


