Ouro Preto cobra reparação por danos do desastre de Fundão após quase 11 anos

Publicado em

Ouro Preto mantém na Justiça a busca por uma reparação pelos impactos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015. Quase 11 anos depois da tragédia, o município continua cobrando o reconhecimento dos prejuízos ambientais, econômicos e sociais provocados pelo desastre.

O prefeito Angelo Oswaldo reafirmou que a cidade pretende preservar seus direitos nas disputas judiciais relacionadas ao caso. Segundo ele, a administração municipal continuará buscando uma compensação considerada proporcional à dimensão dos danos enfrentados pelo município.

Ouro Preto mantém ações na Justiça da Inglaterra e de Minas Gerais

A estratégia adotada pelo município envolve processos em diferentes frentes. Ouro Preto segue com atuação na Justiça da Inglaterra e também possui ações em Minas Gerais para tentar obter o ressarcimento pelos prejuízos atribuídos ao rompimento da barragem.

Entre as áreas mais afetadas está a comunidade de Antônio Pereira, que ocupa posição de destaque nas reivindicações apresentadas pelo município. A intenção é garantir que os impactos sofridos pela população sejam considerados no processo de reparação.

Município diz que não abrirá mão dos direitos

Apesar de manter as medidas judiciais, a Prefeitura de Ouro Preto afirma que permanece disposta a dialogar na busca por soluções para o caso. A posição, entretanto, é acompanhada da defesa de que qualquer acordo ou reparação preserve os direitos do município e a dignidade da população atingida.

Angelo Oswaldo afirmou que Ouro Preto continuará atuando para que a compensação esteja de acordo com a dimensão dos impactos provocados pelo desastre de Fundão, mantendo como prioridade o reconhecimento dos prejuízos enfrentados pela cidade e, especialmente, pela comunidade de Antônio Pereira.

Matérias Relacionadas

Unifei amplia presença em Itabira com 70 vagas em Engenharia Civil e Engenharia Civil da Mobilidade a partir de 2027

Unifei anuncia dois novos cursos de Engenharia em Itabira para 2027 e prevê mais quatro graduações, ampliando a formação profissional no município

Mineração precisa de capital privado para crescer no Brasil, diz Joaquim Levy

Joaquim Levy, do Banco Safra, defende maior participação do capital privado para financiar a mineração brasileira e ampliar investimentos em minerais críticos e processamento

Minerais críticos podem acessar R$ 1,3 bilhão por empresa em linhas do BNDES

BNDES e BID Invest apresentam linhas de crédito, garantias e critérios para financiar projetos de minerais críticos e ampliar o processamento no Brasil

Minerais críticos aguardam decreto que pode destravar R$ 5 bilhões em incentivos

Regulamentação da Política Nacional de Minerais Críticos é aguardada por investidores, enquanto governo prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais para beneficiamento e transformação mineral

últimas Matérias

Mulher usa pedra de âmbar como peso de porta por décadas e descoberta é avaliada em € 1 milhão

Uma pepita de âmbar de 3,5 quilos, usada como peso de porta por décadas na Romênia, foi avaliada em cerca de 1 milhão de euros e virou tesouro nacional

Vale, CSN e Gerdau vencem leilão da União com 110 lotes de gás natural

Vale, CSN, Braskem e Gerdau estão entre as empresas vencedoras do primeiro leilão da PPSA, que comercializou lotes de gás natural da União para grandes consumidores industriais

Samarco contabiliza R$ 82,6 bilhões em reparação às vésperas dos dois anos do Novo Acordo do Rio Doce

Balanço da Samarco aponta R$ 82,6 bilhões executados em reparação do Rio Doce, mais de 648 mil pessoas indenizadas ou contempladas e avanços em reassentamento, recuperação ambiental e saneamento

Mineradora australiana defende projeto de terras raras na Bahia e nega mineração em áreas protegidas

Projeto Monte Alto, da Brazilian Rare Earths, na Bahia, segue sem produção comercial e depende de licenças. Empresa responde a questionamentos sobre terras raras, áreas protegidas, negociações fundiárias e urânio