A interrupção no fornecimento de gás natural liquefeito levou a Alunorte, em Barcarena, no Pará, a reduzir em aproximadamente 50% sua produção de alumina. O impacto financeiro da medida pode chegar a US$ 100 milhões para a Hydro somente no terceiro trimestre deste ano.
A unidade está entre as maiores produtoras de alumina do mundo e ocupa uma posição estratégica dentro da cadeia do alumínio. O processo começa com a extração da bauxita, matéria-prima que posteriormente é transformada em alumina antes de seguir para a fabricação do metal.
Alunorte busca alternativas para manter a operação de alumina
Com a redução no fornecimento de gás, a empresa passou a procurar outras formas de garantir o abastecimento necessário para manter suas atividades. Entre as alternativas está a aquisição de gás no mercado, onde os custos podem ser mais elevados.
De acordo com a estimativa divulgada pela Hydro, a necessidade de recorrer a essas alternativas e a queda na produção podem provocar um efeito financeiro entre US$ 75 milhões e US$ 100 milhões nos resultados do terceiro trimestre.
A expectativa da companhia é normalizar o ritmo de produção quando o fornecimento de gás for restabelecido. Até lá, a busca por novas fontes de abastecimento deve continuar para reduzir os efeitos da interrupção.
Bauxita de Paragominas abastece cadeia de produção no Pará
O episódio também afeta uma cadeia produtiva que envolve diferentes regiões do estado. Em Paragominas, a Hydro mantém uma importante operação de mineração de bauxita, que fornece a matéria-prima utilizada posteriormente na produção de alumina em Barcarena.
A dimensão da atividade pode ser observada pelos números registrados recentemente. Em 2025, a Alunorte produziu aproximadamente 6,3 milhões de toneladas de alumina, evidenciando a relevância da unidade para a indústria mineral e para a economia do Pará.
A empresa agora trabalha para encontrar alternativas de fornecimento de gás e aguarda a regularização do abastecimento para recuperar a capacidade normal de produção.


