A Vale divulgou seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 na quinta-feira (30), após o encerramento do mercado. A mineradora encerrou o período com lucro líquido de US$ 1,37 bilhão atribuído aos acionistas, resultado 35% menor na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.
O desempenho ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela LSEG, que projetavam lucro de US$ 1,84 bilhão para o trimestre. Apesar da redução no lucro, a companhia destacou avanços operacionais importantes, principalmente na produção de minério de ferro e cobre.
Vale alcança US$ 3,7 bilhões em Ebitda e destaca desempenho operacional
Entre os principais números apresentados pela mineradora está a receita líquida de vendas, que chegou a US$ 10,5 bilhões no segundo trimestre, valor em linha com a previsão do mercado.
O Ebitda ajustado, indicador que mede a geração operacional de caixa antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou US$ 3,67 bilhões, uma alta de 9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado ficou próximo, mas abaixo, da estimativa da LSEG, que apontava US$ 3,8 bilhões.
Em comunicado, o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a empresa apresentou resultados consistentes em suas principais áreas de atuação.
“Entregamos resultados sólidos na comparação anual em todos os negócios, com o minério de ferro atingindo sua maior produção para um segundo trimestre desde 2018 e o cobre seu melhor segundo trimestre em nove anos”, disse o presidente da empresa, Gustavo Pimenta, em nota.
Segundo ele, a geração de Ebitda e fluxo de caixa demonstra a capacidade de adaptação da companhia em um cenário internacional de mudanças.
Fluxo de caixa cresce e dívida líquida da Vale recua no trimestre
Na avaliação da companhia, considerando o resultado Proforma, que exclui despesas relacionadas aos acordos de Brumadinho e à descaracterização de barragens, o Ebitda atingiu US$ 4,06 bilhões, crescimento anual de 19%.
A Vale também informou que o fluxo de caixa livre chegou a US$ 1,505 bilhão no período, aumento de US$ 497 milhões frente ao segundo trimestre do ano anterior. O resultado foi influenciado principalmente pelo maior Ebitda Proforma e pela redução nos pagamentos de tributos.
Outro destaque foi a redução da dívida líquida expandida, que caiu US$ 1,1 bilhão na comparação trimestral e terminou junho em US$ 16,7 bilhões. Segundo a empresa, o indicador permanece dentro da faixa considerada adequada, entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões.
A mineradora explicou que o trimestre foi impactado por fatores como maiores custos operacionais, aumento das atividades de concentração de minério de ferro, paralisações nas unidades de Fábrica e Viga e uma manutenção programada nas instalações de Sudbury.


