A Agência Nacional de Mineração (ANM) deu um novo passo para ampliar a cooperação internacional no setor mineral. A instituição assinou um memorando de entendimento com a Korea Mine Rehabilitation and Mineral Resources Corporation (KOMIR), da Coreia do Sul, com foco no intercâmbio de conhecimentos, desenvolvimento tecnológico e modernização da atividade mineral no Brasil.
O acordo foi firmado nesta segunda-feira (27/07), em Brasília (DF), pelo diretor-geral da ANM, Mauro Sousa, e pelo presidente da KOMIR, Youngsik Hwang.
ANM e Coreia do Sul vão desenvolver ações conjuntas para a mineração
O memorando cria uma agenda de colaboração entre as duas instituições, envolvendo temas como regulação, gestão de recursos minerais, inovação, sustentabilidade e novas tecnologias aplicadas ao setor.
Entre as iniciativas previstas estão a realização de seminários, elaboração de estudos técnicos e a criação de um Grupo de Trabalho Conjunto (Joint Working Group – JWG), que terá a função de acompanhar e coordenar os projetos desenvolvidos pelas entidades.
Segundo Mauro Sousa, a parceria representa uma nova etapa para a atuação internacional da agência e pode contribuir para o avanço da mineração brasileira.
“Esse instrumento inaugura uma nova fase da agência, que está se internacionalizando e buscando parcerias que podem ajudar a desenvolver a mineração brasileira, além de dar um tom mais amplo para a atuação da ANM”, destacou o diretor-geral.
Minerais estratégicos aproximam Brasil e Coreia do Sul
A aproximação entre os dois países acontece em um período de forte crescimento da demanda mundial por minerais críticos e estratégicos, considerados fundamentais para tecnologias ligadas à transição energética e à indústria de alta tecnologia.
A Coreia do Sul possui uma das principais indústrias globais nos segmentos de semicondutores, baterias recarregáveis, veículos elétricos e equipamentos eletrônicos. Já o Brasil possui posição de destaque no cenário mineral internacional, incluindo a segunda maior reserva global de terras raras, materiais essenciais para diversos produtos tecnológicos.
Com o acordo, a expectativa é ampliar a troca de experiências e fortalecer a capacidade brasileira de desenvolver uma cadeia mineral mais inovadora, sustentável e integrada às demandas do mercado internacional.


