Minas Gerais manteve a liderança da mineração brasileira no primeiro semestre de 2026. O setor faturou R$ 57,6 bilhões, alta de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O Estado respondeu por 38,2% de todo o faturamento nacional da atividade, à frente do Pará, que registrou R$ 52,2 bilhões (34,6%).
O principal responsável pelo desempenho foi o ouro, que vive um momento de forte valorização no mercado internacional. Conforme o Ibram, o preço médio da onça alcançou US$ 4.695,98 no primeiro semestre, um salto de 52,9% na comparação anual. Com isso, a receita das exportações do metal em Minas cresceu 64,5% entre janeiro e junho.
O diretor de Assuntos Minerários do Ibram, Julio Nery, destaca que Minas concentra importantes produtores de ouro, como AngloGold Ashanti, Kinross Gold, CMOC Group e Jaguar Mining, fator que contribuiu diretamente para o resultado estadual.
Mineração segue aquecida e mantém perspectivas positivas para o segundo semestre
Em todo o Brasil, a mineração faturou R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre, avanço de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025. Além do ouro, o cobre também apresentou desempenho expressivo, com alta de 38,8% no preço médio internacional, além de crescimento no faturamento e nas exportações.
Já o minério de ferro, principal produto da mineração brasileira, registrou queda de 3,1% no faturamento nacional. Apesar disso, o preço médio da commodity subiu 3,7%, chegando a US$ 104,75 por tonelada, enquanto o valor exportado avançou 5,2%. Segundo o Ibram, a redução no faturamento está relacionada à menor produção no período, e não à desvalorização do minério.
Expectativa para o segundo semestre
A perspectiva para os próximos meses é positiva. Com o fim do período chuvoso, que costuma impactar as operações de mineração, a expectativa é de estabilidade na produção de minério de ferro. Para os preços, a projeção é que a commodity permaneça entre US$ 95 e US$ 100 por tonelada.
No mercado do ouro, a avaliação também é otimista. Segundo Julio Nery, não há indicativos de uma queda significativa nas cotações, que devem permanecer acima de US$ 4 mil por onça, mantendo o metal como um dos principais motores da mineração mineira ao longo do segundo semestre.


