Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de sete pessoas e no indiciamento de outras 13 investigadas por envolvimento em dois esquemas criminosos que vinham causando prejuízos a uma mineradora desde 2025. As investigações tiveram início em maio deste ano e identificaram a atuação de duas organizações distintas, responsáveis pelo desvio de materiais de alto valor comercial.
Conforme as apurações, apesar de não possuírem ligação entre si, os grupos agiam ao mesmo tempo e utilizavam estratégias semelhantes para retirar os produtos da empresa sem levantar suspeitas.
Esquema na mineradora envolvia funcionários e documentos falsificados
Um dos grupos concentrava as ações no furto de bobinas de cobre. De acordo com o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, quatro suspeitos foram presos em flagrante enquanto estavam dentro da empresa.
As investigações apontaram que o esquema contava com a participação de funcionários da mineradora e de empresas terceirizadas. Um dos envolvidos era responsável por separar, identificar e contabilizar as bobinas, repassando as informações para um integrante que produzia e-mails e notas fiscais falsificadas. Em seguida, um motorista entrava na unidade utilizando um crachá funcional, seguia até o galpão e recebia o material, que era carregado por outros funcionários com auxílio de um guindaste. Na saída, os documentos falsificados eram apresentados para permitir a liberação da carga.
Prejuízo de R$ 1,5 milhão é investigado pela Polícia Civil
O segundo grupo tinha como alvo baterias estacionárias utilizadas em locomotivas e sistemas de combate a incêndio. Três funcionários foram presos por suspeita de participação no esquema.
Segundo a investigação, os suspeitos utilizavam um veículo emprestado por uma loja especializada em baterias. O proprietário do estabelecimento possuía acesso ao setor de descarte da mineradora, onde separava equipamentos ainda em condições de uso e deixava o local alegando que realizaria serviços de manutenção. Posteriormente, os materiais foram encontrados na própria loja.
A Polícia Civil estima que apenas o furto das bobinas de cobre tenha provocado um prejuízo de aproximadamente R$ 1,5 milhão, enquanto as baterias representam perdas iniciais de cerca de R$ 20 mil. Os valores, no entanto, ainda podem ser atualizados à medida que as investigações avancem.
Após a prisão, os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Jaguaré e, posteriormente, encaminhados ao sistema prisional. A corporação informou ainda que o procedimento investigativo referente aos suspeitos que não foram indiciados foi arquivado.


