A Graphcoa prepara um novo ciclo de investimentos em Minas Gerais com foco na produção de grafite. O projeto será implantado em Jordânia, no Vale do Jequitinhonha, e faz parte da estratégia de fortalecer a cadeia de fornecimento do mineral utilizado na fabricação de baterias para veículos elétricos e outras tecnologias.
A previsão da empresa é iniciar as operações em 2029, enquanto a capacidade máxima de produção deverá ser alcançada no ano seguinte.
Projeto de grafite em Minas Gerais terá capacidade de 54 mil toneladas
O empreendimento poderá receber investimentos de até R$ 750 milhões, valor que será destinado, principalmente, à construção da unidade responsável pelo beneficiamento do minério e produção do concentrado de grafite.
Quando estiver em plena operação, a expectativa é que a planta produza cerca de 54 mil toneladas por ano. Grande parte desse volume será destinada ao mercado internacional, fortalecendo a presença da empresa na cadeia global de materiais voltados à indústria de baterias.
De acordo com o planejamento, aproximadamente 85% da produção abastecerá a Allied Graphite, empresa também ligada à Appian, que desenvolve no estado do Arizona, nos Estados Unidos, um processo de refino do material para fabricação de ânodos de baterias de íon-lítio. Os outros 15% serão comercializados no mercado brasileiro.
Investimento em grafite fortalece estratégia da Appian no Brasil
A nova iniciativa aproveita a experiência adquirida com a operação conduzida pela companhia em Itagimirim, na Bahia. A unidade funcionou por pouco mais de um ano como planta de demonstração, contribuindo para o desenvolvimento da engenharia e dos processos que serão aplicados no projeto mineiro.
O investimento em Minas Gerais faz parte de um plano mais amplo da Appian Capital Advisory para expandir sua atuação na cadeia do grafite no Brasil. A expectativa do grupo é destinar até R$ 1,5 bilhão ao setor, sendo que cerca de R$ 400 milhões já foram aplicados, principalmente nas operações realizadas no estado da Bahia.


