Minas Gerais reafirmou sua posição de destaque na indústria mineral brasileira durante o primeiro trimestre de 2026. Dados do Boletim da Indústria Mineral Brasil e Minas Gerais, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), mostram que o setor registrou um superávit de US$ 2,6 bilhões entre janeiro e março, valor que representa 45% do saldo total da balança comercial mineira no período.
O minério de ferro seguiu como principal produto da pauta mineral do estado, respondendo por 91% das exportações do setor. As vendas externas da indústria mineral somaram cerca de US$ 3 bilhões, enquanto as importações ficaram em aproximadamente US$ 220 milhões.
Apesar do saldo positivo, o boletim aponta uma redução nas exportações em relação ao trimestre anterior. Entre os fatores que explicam o recuo estão a sazonalidade do período chuvoso, que impacta a produção, e a desaceleração da demanda chinesa pelo minério de ferro.
Empregos, arrecadação e expectativa de crescimento
O mercado de trabalho também apresentou resultados favoráveis. A mineração gerou 740 empregos formais nos três primeiros meses de 2026, superando as 544 vagas abertas no mesmo período do ano passado. Com isso, o setor passou a contar com mais de 79 mil trabalhadores com carteira assinada em Minas Gerais, concentrando cerca de 30% do emprego formal da mineração no país.
Na arrecadação, o estado também manteve a liderança nacional. Minas Gerais respondeu por 44% da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), totalizando R$ 873 milhões arrecadados no trimestre.
Para os próximos meses, a expectativa é de recuperação gradual da atividade mineral. Segundo a FIEMG, o desempenho do setor deve continuar sustentado pela produção de minério de ferro, pela valorização do ouro e pelo aumento da demanda por minerais estratégicos ligados à transição energética e ao avanço tecnológico.


