O governo federal pretende incentivar a industrialização dos minerais críticos produzidos no país para ampliar a participação brasileira nas etapas mais lucrativas da cadeia mineral. A estratégia foi destacada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que defendeu a necessidade de transformar esses recursos em produtos de maior valor agregado antes da exportação.
A proposta faz parte da política voltada ao fortalecimento da indústria nacional em um momento de crescimento da demanda mundial por minerais essenciais para tecnologias de ponta e para a transição energética.
Minerais críticos são prioridade para o Brasil
Durante entrevista, Alckmin afirmou que o Brasil reúne algumas das maiores reservas de minerais críticos do mundo, fator que coloca o país em posição estratégica no mercado internacional.
Segundo o vice-presidente, o objetivo é aproveitar esse potencial para desenvolver cadeias produtivas mais completas dentro do território nacional, reduzindo a exportação de matérias-primas sem processamento e estimulando a fabricação de produtos com maior valor económico.
Minerais como lítio, níquel, cobre, grafita e terras raras estão entre os recursos considerados fundamentais para a produção de baterias, equipamentos eletrónicos, tecnologias voltadas à energia limpa e outras indústrias de alta complexidade.
Governo aposta em investimentos para ampliar competitividade
Para consolidar esse avanço, o governo avalia que será necessário ampliar os investimentos em infraestrutura, inovação tecnológica e qualificação profissional, além de oferecer maior segurança regulatória para atrair novos empreendimentos ao setor mineral.
A expectativa é fortalecer toda a cadeia produtiva, aumentando a capacidade de processamento dos minerais extraídos no país e impulsionando a indústria nacional, com maior geração de emprego, renda e competitividade no mercado global.


