O governo federal deu mais um passo na construção de uma política voltada aos minerais considerados essenciais para a economia do futuro. O Ministério de Minas e Energia apresentou nesta sexta-feira (19) um estudo que servirá de base para a formulação da Estratégia Nacional de Terras Raras, iniciativa que busca ampliar a participação do Brasil em uma cadeia produtiva cada vez mais estratégica para a indústria global.
A proposta surge em um momento de crescente disputa internacional por minerais críticos, utilizados na fabricação de equipamentos tecnológicos, veículos elétricos, sistemas de energia renovável e produtos de alta complexidade industrial.
Terras raras entram no centro do planejamento industrial brasileiro
O levantamento foi desenvolvido a partir de uma cooperação entre o Ministério de Minas e Energia, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). O material apresenta uma análise detalhada do setor e aponta caminhos para fortalecer a presença do país em segmentos de maior valor agregado.
A intenção é criar condições para que o Brasil avance além da simples comercialização de matérias-primas, estimulando investimentos em processamento, transformação industrial e desenvolvimento tecnológico ligados aos minerais estratégicos.
A iniciativa também está alinhada aos esforços do governo para impulsionar a neoindustrialização nacional, ampliando a competitividade do país em mercados considerados fundamentais para a transição energética e a inovação tecnológica.
Governo busca ampliar valor agregado dos minerais críticos
A nova estratégia pretende transformar a abundância de recursos minerais em oportunidades econômicas capazes de gerar empregos, atrair investimentos e fortalecer a indústria nacional. O estudo destaca que o cenário geopolítico atual exige planejamento de longo prazo para garantir que países detentores de reservas minerais consigam capturar uma parcela maior dos benefícios gerados por esses recursos.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o contexto internacional exige ações capazes de converter o potencial mineral brasileiro em desenvolvimento econômico sustentável e em maior protagonismo industrial.
A expectativa é que as diretrizes elaboradas a partir do estudo orientem futuras políticas públicas voltadas à exploração responsável, agregação de valor e fortalecimento das cadeias produtivas associadas às terras-raras, consideradas fundamentais para as tecnologias que moldarão as próximas décadas.


